Extensionista do Incaper vence competição de degustadores de café em Rondônia

por Portal Campo Vivo

Competição teve a participação de 50 provadores de cafés, de todo o País, incluindo também profissionais da Colômbia

Foto: Carolina Brazil/Rede Amazônica

O extensionista Tassio de Souza, do Escritório Local do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) de Muqui, venceu o Cupping Tasters Rondônia, competição de prova de cafés que aconteceu durante o 1º Encontro Brasileiro de Degustadores de Cafés, em Rondônia, entre os dias 06 e 10 de junho. O título rendeu uma premiação de R$ 5 mil reais. A competição teve a participação de 50 provadores de cafés, de todo o País, incluindo também profissionais da Colômbia.

O Cupping Tasters Rondônia foi realizado em duas etapas de análises: seletiva e final. A dinâmica da competição consistiu na seleção sensorial de xícaras de cafés arábica e robusta, como é conhecido o café conilon em outros estados, sendo necessário diferenciar os perfis sensoriais dos cafés com o menor tempo. A seletiva foi composta por seis conjuntos de cafés contendo três xícaras cada conjunto, entre elas, uma xícara que apresentava um perfil levemente diferente a cada três xícaras. Tassio de Souza classificou cinco conjuntos com o tempo mais rápido de 1 minuto de 15 segundos.

Para a etapa final, foram selecionados quatro provadores, sendo três capixabas, incluindo Tassio de Souza, e uma provadora de Rondônia. A etapa era composta por quatro conjuntos contendo cinco xícaras em cada. Dessas, duas apresentavam aromas e sabores levemente diferenciados e os degustadores tiveram a missão de encontrar essas xícaras diferentes. O extensionista do Incaper foi quem acertou seis xícaras das oitos diferentes, resultando no maior número de acertos, e critério para vencer a etapa final.

“Foi uma competição para avaliar e selecionar o melhor provador de café, testando a habilidade sensorial, com o menor tempo. Provamos cafés arábica e conilon. Portanto, eram necessárias habilidades em prova nas duas categorias de cafés e, por isso, a competição apresentou um nível mais elevado, principalmente na final. O trabalho diário no Incaper, provando os cafés dos produtores, nos treina para uma competição como essa e com certeza é uma grande bagagem”, destacou Tassio de Souza.

“É uma satisfação representar o Incaper e trazer o título para o Espírito Santo. Isso mostra para o cenário nacional e internacional que, além de produzirmos cafés de qualidade, também temos profissionais aprimorados, com grande habilidade para avaliar e lapidar os bons cafés, o que representa maior coerência para apresentar esses cafés ao mercado. A gente trabalha para o produtor rural e essa bagagem de análise sensorial também é uma potência nesse segmento de classificação de cafés”, completou o extensionista.

O 1º Encontro Brasileiro de Degustadores de Cafés, realizado em Rondônia, também contou com a representação de outros servidores do Incaper, sendo eles os extensionistas e provadores de café Ediézio Vimercate e Patrícia Da Matta Campbell; e o pesquisador José Altino. Também participaram do evento os pesquisadores da Embrapa Café/Incaper, Maria Amélia Ferrão e Aymbiré Francisco Fonseca.

Certificações para classificação de arábica e conilon

O extensionista do Incaper, que é tecnólogo em Cafeicultura, mestre em Agroecologia, Interações Ambientais e Qualidade do café, é certificado para classificar os dois tipos de cafés arábica e conilon. No Espírito Santo, existem cerca de três classificadores das duas categorias, sendo Tassio de Souza um deles. Ele detém as certificações de R-Grader (conilon), Q-Grader (arábica) e mestre de torra da Coffee Quality Institute (CQI), instituição que rege todas as normas de avaliação de café do mundo.

“O profissional degustador interpreta o sabor, aromas, qualidades e diversas características para que o café chegue ao mercado com informações verdadeiras e apuradas. Munido dessas informações, o produtor apresenta ao mercado um café com suas propriedades avaliadas que conferem maior valor agregado e, consequentemente, maior retorno financeiro. O trabalho de degustação também é muito importante para avaliarmos o café e levarmos as possíveis melhoras para o campo, sempre com o objetivo de resultar em cafés de maior qualidade”, ressaltou Tassio de Souza.

Incaper

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