A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou, nesta terça-feira (27), o reconhecimento do Espírito Santo como área livre de febre aftosa com vacinação. O anúncio foi feito durante a 76ª Sessão Geral Plenária da Organização, em Paris.
Além do Espírito Santo, retomaram o status – suspenso desde 2005 por causa dos focos diagnosticados no Mato Grosso do Sul e Paraná – os seguintes Estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Tocantins, além do Distrito Federal.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), órgão vinculado a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca (Seag), é o executor no Estado do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa e o responsável pelas duas campanhas anuais de vacinação contra a doença.
Para o secretário Estadual da Agricultura, César Colnago, este reconhecimento do Estado como área livre de aftosa é o resultado de um trabalho conjunto entre o produtor e os técnicos do Idaf. “Isso mostra a evolução da consciência sanitária do produtor rural, já que temos quase 100% do rebanho vacinado”, afirmou.
De acordo com a chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal, Laís Maria Ferreira Mendes da Silva, foram realizadas no decorrer destes dois anos, auditorias por membros da União Européia e sorologias para certificar a ausência do vírus e a eficiência da vacina. Além disso, as campanhas de vacinação, coordenadas pelo Idaf, atingiram quase todo o rebanho nas últimas etapas.
“O reconhecimento do Estado como área livre de febre aftosa com vacinação é uma notícia muito importante para a agropecuária capixaba, pois mostra que o trabalho de defesa está sendo executado com eficiência. Com o status, o Espírito Santo tem garantida a qualidade da carne comercializada, o que aprimora e impulsiona a nossa exportação”, destaca Laís Mendes
Febre aftosa
A febre aftosa é uma enfermidade provocada por vírus, muito contagiosa, e que acomete animais biangulados (de duas unhas), como bovinos, caprinos e suínos. Ela é transmitida por meio de secreções e excreções, dentre as quais, saliva, sêmen, urina e fezes.
A perda de peso; febre; menor eficiência reprodutiva; e aparecimento de aftas na boca, focinhos e tetas são alguns dos sintomas clínicos da doença. A vacinação do rebanho bovino e bubalino aliada ao controle do trânsito de animais são importantes ferramentas no combate à incidência da febre aftosa no Espírito Santo, que desde 1996 não registra casos da doença.

