Café: Em dia de baixas generalizadas, recuo em Londres e em Nova York nesta quinta (17)

por Portal Campo Vivo

Preços foram pressionados pelo retorno dos embarques do café colombiano, que estavam paralisados há mais de um mês

A quinta-feira (17) foi um dia de baixas para o mercado futuro de café. “Os preços do café fecharam moderadamente mais baixos na quinta-feira, com o arábica caindo para uma baixa de 3 semanas”, afirma a análise internacional do site Barchart.

Setembro/21 teve queda de 385 pontos, negociado por 151,60 cents/lbp, dezembro/21 registrou baixa de 385 pontos, valendo 154,60 cents/lbp, março/22 teve baixa de 380 pontos, valendo 157,30 cents/lbp e maio/22 registrou queda de 370 pontos, valendo 158,70 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também teve um dia de desvalorização. Setembro/21 teve queda de US$ 31 por tonelada, valendo US$ 1598, novembro/21 registrou baixa de US$ 29 por tonelada, valendo US$ 1619, janeiro/22 registrou baixa de US$ 30 por tonelada, valendo US$ 1632 e março/22 encerrou com desvalorização de US$ 30 por tonelada, valendo US$ 1644.

Segundo a análise internacional, os preços foram pressionados pelo retorno dos embarques do café colombiano, que estavam paralisados há mais de um mês. “Os preços do café estão sob pressão depois que a Federação Nacional dos Cafeicultores disse na quinta-feira que a remoção dos bloqueios na Colômbia permitiu que o café fosse levado aos portos e as exportações fossem retomadas”, afirmou a publicação.

As exportações da Colômbia, segundo maior produtor de café tipo arábica do mundo, registraram queda de 52% em maio, consequência da onda de protestos e violência que tomou o país. Os protestos foram contra o novo projeto de reforma tributária do governo colombiano, anunciado em abril. A Colômbia é o segundo maior produtor mundial de arábica.

A análise voltou a destacar que as últimas chuvas no Brasil também pressionaram o mercado neste pregão. “A Somar Meteorologia informou na segunda-feira que a precipitação em Minas Gerais, a maior região de cultivo de arábica do Brasil, foi de 15,2 mm na semana passada, ou 160% da média histórica”, destacou.

Além do café, todos os mercados tiveram um dia de queda generalizada nesta quinta-feira (17). O mercado sente o peso do cenário macroeconômico internacional. Uma movimentação do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) gerou uma valorização do dólar sobre outras moedas e as ações de diversos setores despencaram nas bolsas internacionais.

“O IDX, o dólar contra uma cesta de moedas, acelerou a alta nesta quinta-feira e acumula alta de mais de 1,5% desde às 15h de ontem, quando o comunicado do FED foi divulgado”, explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities.

No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e encerrou com desvalorização nas principais praças produtoras do país.

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,92% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 832,00, Poços de Caldas/MG registrou baixa de 1,75%, negociado por R$ 840,00, Araguarí/MG teve queda de 1,19%, valendo R$ 830,00, Varginha/MG registrou baixa de 1,73%, valendo R$ 850,00, Campos Gerais/MG encerrou com baixa de 1,75%, negociado por R$ 844,00 e Franca/SP teve queda de 2,94%, valendo R$ 825,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 2,75% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 885,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 1,68%, negociado por R$ 880,00, Varginha/MG teve queda de 2,94%, negociado por R$ 890,00 e Campos Gerais/MG registrou baixa de 1,63%, valendo R$ 904,00.

Notícias Agrícolas

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar