Renda no campo deve atingir recorde de R$ 635,2 bi em 2020

por Portal Campo Vivo

Foto: Jorge Etecheber

As projeções iniciais da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (SPA/Mapa) indicam que o valor bruto da produção agropecuária deve atingir o valor recorde de R$ 635,2 bilhões em 2020. A expectativa é de aumento de 2,96% na renda no campo, dentro da porteira, em relação ao faturamento de R$ 616,9 bilhões estimados para este ano, o equivalente a mais R$ 18,2 bilhões.

O principal destaque positivo é o aumento previsto de 15,1% (mais R$ 20,3 bilhões) no faturamento dos produtores de soja, que deve somar R$ 155,3 bilhões em 2020. A maior perda projetada é para os citricultores, cuja renda deve encolher 23% (R$ 3,099 bilhões) para R$ 10,3 bilhões.

A perspectiva de aumento das exportações brasileira para o mercado chinês, por causa da disputa comercial do país com os Estados Unidos, que levou à restrição às compras de produtos norte-americanos, além do abate de porcos devido à peste suína africana, impulsiona a renda do setor de carnes.

Pelos cálculos da SPA/Mapa o valor bruto do setor de proteínas animais deve crescer 6,9% (mais 14,6 bilhões) para o recorde histórico de R$ 228,3 bilhões. A principal contribuição vem da pecuária de corte, cuja renda deve aumentar 12,1% (mais R$ 10,3 bilhões) para R$ 96 bilhões. No frango o aumento esperado é de 3,9% para R$ 66,1 bilhões, e nos suínos crescimento de 15,7% para R$ 19,2 bilhões.

No caso dos produtos agrícolas, a expectativa é de recuperação da renda, com aumento previsto de 0,9% (mais R$ 3,6 bilhões) para R$ 406,8 bilhões, o segundo maior valor da série histórica. O expressivo aumento no faturamento da soja deve compensar as quedas de renda de produtos importantes como o milho (menos 3,5% para R$ 59,8 bilhões); batata inglesa (menos 40% para R$ 4,9 bilhões); tomate (menos 37,4% para R$ 6,5 bilhões; e algodão (menos 6% para R$ 39,4 bilhões)

Outros dois produtos importantes que devem apresentar retração na renda são café e cana-de-açúcar. No caso do café a queda esperada é de 9,8% (menos 1,8 bilhão) para R$ 21,1 bilhão. Na cana a perda seria de 2,8% (menos R$ 1,6 bilhão) para R$ 56,7 bilhões.

Agrolink

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