Déficit em químicos deve bater recorde em 2019

por Portal Campo Vivo

O déficit na balança comercial dos produtos químicos deverá bater recorde neste ano de 2019, com US$ 32,1 bilhões, aponta a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). De acordo com a entidade, essa marca “corrobora a centralidade da preocupação da Abiquim quanto ao processo de inserção comercial internacional da economia brasileira”.

No acumulado do ano, até outubro, as importações de produtos químicos somaram US$ 37,6 bilhões e as exportações chegaram a US$ 10,5 bilhões, respectivamente aumento de 4,9% e retração de 6,9% na comparação com igual período de 2018. Como resultado, o déficit na balança comercial de produtos químicos, entre janeiro e outubro, somou US$ 27,1 bilhões, o que representa um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano.

Os fertilizantes e seus intermediários permaneceram, entre janeiro e outubro, como o principal item da pauta de importações químicas, respondendo por 20,9% do total das importações em valor (US$ 7,8 bilhões) e por 66,6% das quantidades importadas (26,4 milhões de toneladas). Em outubro, especificamente, o Brasil importou US$ 4,3 bilhões em produtos químicos, valor que representa aumento de 1,4% na comparação a igual mês do ano anterior, ao passo que o valor exportado, de US$ 1 bilhão, significou uma redução de 21,8% na mesma comparação.

Até dezembro, as importações deverão totalizar US$ 45,2 bilhões, ao passo que as vendas externas US$ 13,1 bilhões, respectivamente aumento de 4,3% e redução de 4,2% em relação ao ano de 2018. Em termos de volumes, por sua vez, deverão ser registradas movimentações de 48,6 milhões de toneladas importadas e de 13,6 milhões de toneladas exportadas, respectivamente aumentos de 7,6% e de 1,1%, na mesma comparação.

Para a diretora de assuntos de comércio exterior da Abiquim, Denise Naranjo, os resultados recordes da balança comercial no ano reiteram que o setor químico já é um dos mais abertos da economia brasileira e acentuam ser fundamental o correto dimensionamento do tempo e do gradualismo na inserção internacional, por meio de um processo dialogado e transparente, condicionado ao incremento da competitividade com as reformas estruturais da economia brasileira, garantindo um ambiente de negócios seguro e previsível.

“Tanto o presente quanto o futuro de toda a indústria brasileira, especialmente a química, estão em pauta e é exatamente por isso que o setor químico defende um processo de inserção internacional amparado em avaliação de impacto econômico e regulatório, dialogado, transparente e condicionado à redução progressiva do ‘Custo Brasil’, e que compreenda a agenda de ampliação da rede de acordos internacionais de comércio com parceiros estratégicos, de implementação de ferramentas de gestão que promovam a modernização dos procedimentos aduaneiros e de eliminação de barreiras técnicas aos produtos brasileiros no mercado internacional”, destaca Denise.

Agrolink

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