Segundo Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café Verde), não foi nenhuma surpresa a correção altista promovida pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) na estimativa para a safra de café brasileira de 2008.
Em janeiro, a primeira projeção oficial indicava uma produção de 42,7 milhões de sacas, considerando a média entre os intervalos mínimo e máximo apresentados então. Hoje, o governo apresentou os resultados da segunda estimativa, apontando uma produção de 45,54 milhões de sacas de 60 quilos para 2008, elevação de quase 7%, ou 2,84 milhões de sacas, na comparação com a primeira avaliação, por conta, segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, da bienalidade positiva do ciclo, aos bons tratos culturais e à regularização das chuvas, a partir da segunda quinzena de outubro. Em comparação à safra colhida em 2007, de 33,7 milhões de sacas, o crescimento previsto é de 35%.
Para Guilherme Braga, o número de hoje “se aproximou um pouco mais das opiniões convergentes do mercado”. Ele classificou a estimativa como neutra, não devendo causar nenhum impacto no mercado. “Já era esperada uma correção, levando-se em conta as demais opiniões”, assinalou o dirigente do Cecafé.
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