A oferta de fertilizantes só deve se equilibrar em três anos, estima o sócio-diretor da consultoria MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros. Ele lembra que o setor, altamente intensivo em capital, só realiza investimentos quando está perto de esgotar a sua capacidade, o que começou a ocorrer a partir de 2007 devido à disparada da demanda mundial por fertilizantes.
Ele diz que os investimentos nas principais regiões produtoras de fósforo como o Marrocos e potássio na Rússia e no Canadá estão em curso, mas ainda devem demorar para iniciar a produção. No caso do nitrogênio, outra importante matéria-prima, a alta dos preços também está vinculada à aceleração das cotações do petróleo, já que é obtido a partir do gás natural.
A escassez e a disparada dos preços preocupam a indústria de fertilizantes. O Brasil importa 70% de suas necessidades. “O que nos preocupa é a falta de um ou outro macronutriente por problemas no mercado internacional”, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs), Torvaldo Marzolla Filho. Segundo Mendonça de Barros, o preço do enxofre subiu de US$ 50 a tonelada para US$ 700 a tonelada nos dois últimos anos. O cloreto de potássio passou de US$ 200 para US$ 800 e o da rocha fosfática, de US$ 40 para US$ 350 a tonelada, no mesmo período.
Gazeta Mercantil

