Conferência no Japão ressaltou importância da tecnologia e de parcerias para a segurança alimentar

por Portal Campo Vivo

Na Conferência Global sobre Inocuidade dos Alimentos e Simpósio Internacional sobre Inocuidade dos Alimentos, realizada em Tóquio, entre os dias 5 a 9 deste mês, esteve no foco principal dos debates a importância das parcerias público privadas no setor. Guilherme Costa, presidente do Codex Alimentarius, que participou do evento destacou a oportunidade de discutir sobre as mais recentes oportunidades de colaboração para a segurança alimentar.

Organizado pela Iniciativa Global de Segurança de Alimentos (GFSI – Global Food Safety Initiative), o evento contou com 1.200 delegados da indústria de alimentos de 52 países. A GFSI visa apoiar o desenvolvimento da segurança de alimentos em economias em desenvolvimento, incluindo serviços de auditorias independentes e incentivos financeiros a empresas de bens de consumo rápido de pequeno e médio porte nessas regiões.

Guilherme Costa informou que tecnologias emergentes foram amplamente discutidas como a internet das coisas (conexão de objetos à internet), que precisam ser levadas em conta para assegurar a inocuidade, assim como as startups (empresas inovadoras, geralmente de base tecnológica) . Outra abordagem tratou da importância da comunicação relacionada à regulação internacional adaptar-se às culturas de cada lugar do mundo.

As principais conclusões do evento foram as seguintes:
– Tecnologia emergente como “Internet of Things” (IoT), “blockchain” e “Big Data” não são apenas palavras-chave – são ferramentas poderosas para melhorar a segurança em cada passo da cadeia alimentar.
– A segurança dos alimentos deve ser uma colaboração e não uma competição.
– A colaboração é fundamental para a melhoria de todas as partes interessadas em todos os setores.
– Os setores públicos, privados e acadêmicos devem se comunicar para fomentar a inovação.
– A indústria de alimentos experiente deve também ouvir e aprender com startups e aceleradores, que são o futuro desta indústria.
– Os reguladores do governo internacional e os auditores de terceiras partes devem se comunicar para criar abordagens internacionais que se adaptem de forma fluida às culturas regionais.
– É preciso aplicar uma cultura de segurança dos alimentos em todos os níveis de uma organização, desde os CEOs aos colaboradores no campo.

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