Preços de alimentos sobem até 274% devido as fortes chuvas

por admin_ideale

As fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo nos últimos dias de 2013 impactaram diretamente a produção de alimentos. Alguns produtores tiveram cerca de 60% de perca da produção em suas lavouras, afetando diretamente os preços para o consumidor final.

Um dos municípios que sofreu com o grande volume d’água foi Santa Maria de Jetibá, responsável por cerca de 35% dos produtos agrícolas que abastece a Ceasa-ES, ou seja, são produzidos por mês aproximadamente 25 mil toneladas de alimentos. A atividade agrícola sofreu com os alagamentos, algumas estimativas da Secretaria de Agricultura da cidade aponta prejuízos de até 80% na colheita de verão.

Parte dos produtores trabalham em conjunto para evitar perdas maiores em momentos como esse. Essa é a situação de Ernane Kosanke, 31 anos, associado a Coopeavi – Cooperativa Agropecuária Centro Serrana – desde 2009. Ele, assim como os demais associados, é pequeno produtor. Cultiva cerca de 7 mil plantas de tomate em Jatibocas, município de Itarana. Devido à chuva houve uma queda de aproximadamente 60% da colheita.

Já para o cooperado Onofre Nicomedes, 51 anos, morador da localidade Rio Aparecida, em Santa Maria de Jetibá, o prejuízo foi ainda maior. Cerca de 70 % da sua plantação de alface se perdeu devido as chuvas. O reflexo no mercado foi rápido. Em um mês a variação de preço da alface na Ceasa (ES) foi de 361%, saltou de R$ 0,91/kg, em 02/12/13, para R$ 3,33/kg, em 02/01/2014.

O prejuízo poderia ter sido maior, isso é o que explica Rômulo Demuner, técnico agrícola da Coopeavi que os atende. “Se ele não fizesse o controle e o manejo correto do solo poderia ter perdido toda a sua produção”, afirma Demuner. Essa orientação de manejo é feita em toda a área de atuação da cooperativa através de 70 profissionais (técnicos agrícolas, agrônomos e veterinário), a maior equipe técnica privada do Espírito Santo.

Os pequenos produtores são os mais afetados com desastres naturais. Em propriedades menores a produção é a única fonte de renda das famílias. Esse impacto abala o cotidiano e o equilíbrio econômico da região, tanto na agricultura quanto no comércio. Essa é a situação de diversas famílias em todo o Espírito Santo.

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