Casagrande solicita apoio da presidente Dilma aos produtores de Conilon

por admin_ideale

O governador Renato Casagrande encaminhou, nesta quarta-feira (27), ofício à presidente Dilma Rousseff solicitando a inclusão do café Conilon na renegociação de dívidas dos cafeicultores, que foi anunciada na última sexta-feira (22) pelo Governo Federal. O pacote de medidas organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) beneficiou apenas os produtores de arábica.

“Somos dependentes economicamente da cafeicultura e os maiores produtores do Conilon do país e, por isso, requeremos a inclusão desta variedade no incentivo federal, para fazer justiça aos capixabas que se dedicam à cafeicultura e colaboram com o nosso desenvolvimento, com a geração de emprego e de renda”, avaliou o governador.

“Nós queremos que seja corrigida uma injustiça cometida com a cafeicultura de Conilon, principal atividade agrícola do Espírito Santo, que também sofre a crise decorrente dos preços baixos de café. A crise é mais acentuada na cafeicultura de arábica, mas também está presente no Conilon, onde predominam propriedades de agricultores familiares”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).

A movimentação do Governo do Espírito Santo vai ao encontro da Resolução Nº 4.289, de 22 de novembro de 2013 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que autorizou a negociação de parcelas de financiamento rurais vinculados às lavouras de café arábica, aliviando a situação de inúmeras famílias rurais que trabalham com essa espécie de café em todo Brasil e que atravessa uma grave crise devido à queda acentuada nos preços.

Entretanto, essa decisão desconsiderou as mesmas dificuldades enfrentadas pelas dezenas de milhares de famílias que cultivam o café Conilon, talvez entendendo que esta atividade se encontra em melhor situação.  Se esse foi o entendimento, a análise não condiz com os fatos, explica ele.

O Espírito Santo lidera o ranking nacional de produção de Conilon, sendo responsável por 9,35 milhões de sacas dos 12,31 milhões produzidos em 2012 em todo Brasil, ou seja, 76% de tudo que se produz desse café no País. Essa produção provém de 40 mil propriedades, envolvendo 78 mil famílias, totalizando a geração de 250 mil empregos diretos e indiretos.

Devido aos preços baixos também para a cultura do Conilon, o momento também se aproxima de um caos social no interior capixaba, pois uma drástica crise foi desencadeada. Para todos os níveis de produtividade mais comuns, os custos de produção estão superiores aos preços de mercado.

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