Em reunião técnica realizada na ultima sexta (04) na sede da gerência regional da Comissão Executiva para a Lavoura Cacaueira (Ceplac) no Espírito Santo, produtores rurais, representantes do Incaper e da Ceplac discutiram a viabilidade dos sistemas agroflorestais com o cultivo de seringueiras.
O pesquisador da Ceplac, Adonias Castro, falou aos produtores dos benefícios do plantio da seringueira que pode ser aliado ao cacau e a outras culturas como café, mamão e pupunha. Segundo ele, o consórcio entre a seringueira com o cacau garante um incremento de até 40% na rentabilidade da propriedade rural. Outro benefício do sistema agroflorestal, citado por ele, é o aumento da proteção ambiental e da segurança do agricultor que deixa de ser dependente de apenas uma cultura.
Segundo o coordenador do programa de silvicultura do Incaper, Pedro Arlindo Galvea, a seringueira pode garantir um ótimo retorno ambiental e financeiro aos produtores rurais porque preserva a biodiversidade natural e reduz a incidência de pragas.
O diretor geral da Ceplac, Gustavo Moura, defende a implantação de sistemas agroflorestais em função da sua importância ecológica. “Os sistemas agroflorestais também são fundamentais para reduzir a dependência financeira do produtor de uma única cultura e garante um fluxo de caixa o ano todo. No caso da quebra de uma lavoura ainda existe uma segunda alternativa para sustentar a propriedade”, disse ele.
O gerente regional da Ceplac/ES, Paulo Roberto Siqueira, afirma que trabalhar com seringueiras é promissor. Ele observa que os altos preços do petróleo e as questões ambientais que envolvem o uso acelerado de derivados de petróleo remetem ao resgate do uso de matéria-prima de origem vegetal como o látex.
Siqueira informa que o valor da tonelada da borracha passou de US$ 400,00 em 2000 para US$ 2.800,00 na cotação atual. “Isto mostra o potencial econômico da seringa que consorciada com o cacau vai garantir uma melhor renda para o produtor rural”, diz ele.
De acordo com Siqueira, a Ceplac, em parceria com os demais órgãos estaduais vinculados à área agrícola vão realizar estudos sobre as culturas para observar quais lavouras se desenvolvem melhor na região do Rio Doce em parceria com a seringueira e qual a viabilidade econômica do consórcio.

