O Brasil será o país que mais ganhará com as exportações de carnes nos próximos dez anos e deslocará a produção e exportação européia em vários setores. A avaliação é da própria União Européia que, apesar de impor sanções contra os produtos brasileiros por questões sanitárias, admite em um documento interno sobre a situação da agricultura até 2014 que o Brasil “continuará a ganhar mercados” nos próximos anos. Segundo o documento, o País representa de fato uma ameaça aos interesses comerciais dos exportadores europeus e o mundo ficará cada vez mais dependente das carnes brasileiras, argentinas e uruguaias. O fortalecimento do euro também atrapalharia o produto europeu.
No curto prazo, porém, os europeus alertam que a decisão de suspender parte das importações de carne no Brasil por questões sanitárias poderá ter um impacto nos mercados. Isso se o embargo parcial continuar e se o Brasil não resolver seus problemas de controle da produção. Além disso, um comunicado interno do Ministério da Agricultura alerta que as empresas exportadoras teriam de ter cautela na compra de carne das 95 fazendas que já teriam sido autorizadas a vender, dizendo que a liberação não é automática. O documento causou apreensão no setor.
Agência Estado

