Os municípios de Jaguaré, Marechal Floriano e Sooretama possuem as terras mais valorizadas do Espírito Santo. A conclusão foi feita pela pesquisa realizada pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) e a empresa capixaba Ruralter com o apoio do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Segundo o levantamento, nesses municípios o valor da terra pode chegar à R$12,5 mil o hectare. Segundo a pesquisa, o valor médio chega a ser 55% acima da média brasileira, que é de R$3.082,00.
O valor das terras foi pesquisado em mais de 200 propriedades rurais, de 66 municípios de diferentes regiões do Espírito Santo. O estudo apontou que o preço médio da terra nua no Estado é de aproximadamente R$ 5 mil o hectare, com variações que vão desde R$ 2 mil, em Baixo Guandu, até aproximadamente R$ 12,5 mil em Jaguaré.
As terras dos municípios de Jaguaré e Sooretama são mais cara por causa de fatores como a atividade rural profissional e influência da exploração de petróleo. Já a cidade de Marechal Floriano foi valorizada por ser uma região de concentração de agro e ecoturismo, além de ser muito procurada por cidadãos urbanos de alta renda, segundo o diretor da Ruralter, Hélder Carnielli.
Terras mais caras do país
A pesquisa do Cedagro e da Ruralter não faz uma análise comparativa com outros estados, mas, após a conclusão dos trabalhos, é possível afirmar que o Espírito Santo tem as terras nuas mais caras do país. O valor médio chega a ser 55% acima da média brasileira, que é de R$3.082,00.
No resultado publicado no Anuário da Agricultura Brasileira (Agrianual), o Espírito Santo ficou entre os cinco estados com a maior média de preço por hectare. O valor médio pago por hectare de terra nua no Espírito Santo é de R$ 4.770,00, ou seja, 55% acima da média brasileira. Em São Paulo, que tem o preço mais alto do país, a média foi de R$9.496,00, seguido do Paraná com R$6.339,00, Santa Catarina com R$6.042,00 e Rio Grande do Sul com R$5.087,00.
Folha Vitória

