O café
brasileiro é bem aceito no exterior, mas ainda é visto como uma commodity, ao
contrário do de origem colombiana, disse nesta quarta-feira (15), em evento
realizado em São Paulo (SP), a coordenadora de projetos da Associação
Brasileira da Indústria de Café (Abic), Mônica da Costa Pinto.
Segundo ela, a cadeia produtiva do café
precisa investir num plano de marketing baseado na criação e desenvolvimento de
marcas para avançar em participação, de maneira qualitativa, no mercado
internacional. Desta forma, afirmou, será possível acentuar a mensagem de que o
café brasileiro é de qualidade. “O maior desafio é a falta de recursos”, lamentou.
No entanto,
de acordo com Mônica, existem iniciativas, como, por exemplo, o PSI (Projeto
Setorial Integrado para Exportação de Café Torrado em Grão e Moído), convênio
mantido, desde 2002, entre a Abic e a Agência de Promoção e Exportações e
Investimentos (Apex).
De adesão
voluntária por parte das empresas, a ação tem como objetivo fomentar a
exportação de café industrializado e a promoção do produto brasileiro no
exterior, por meio de feiras, rodadas de negócios, eventos de degustação, entre
outros esforços. Além disso, na avaliação de Mônica, a Copa do Mundo em 2014 e
os Jogos Olímpicos em 2016 serão grandes oportunidades para divulgar a
qualidade do café brasileiro.
CNC Café
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