"O Brasil não tem como escapar de ser o grande fornecedor de alimentos"

por admin_ideale

 

Por que o mundo inteiro está olhando para o Brasil de forma diferenciada? Com este questionamento o professor e consultor de empresas Luiz Marins deu início à sua palestra “O Brasil na vanguarda do agronegócio mundial” na TECNOSHOW COMIGO 2012, na última terça-feira, dia 10. A palestra foi uma espécie de prognóstico do que será o Brasil e sua economia nos próximos anos. Olhando o contexto atual, Marins destacou que o que vemos hoje é um Brasil cada vez mais em evidência, num período em que o mundo – principalmente a Europa – vive uma profunda crise econômico-social. “Como parte dos BRICS (sigla que denomina o conjunto de países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nosso país é o único ocidental, quase não tem problemas com a questão do fundamentalismo religioso e praticamente não tem problemas fronteiriços. E o que isso significa? Precisamos pensar que os maiores investidores mundiais são ocidentais: Estados Unidos e Europa”, disse.

Uma das maiores revistas econômicas do mundo, a The Economist foi o exemplo dado pelo professor para mostrar que o mundo vê o Brasil de outra forma. “Nosso país é o mais falado nas reuniões mundiais, nos encontros do FMI e várias revistas internacionais colocam o Brasil em evidência”, informou, mostrando que os exemplares mais vendidos da The Economist foram os que fizeram do Brasil matéria de capa. Mas o que o agronegócio tem a ver com todo esse crescimento e valorização do Brasil? A própria publicação econômica demonstrou em seus textos que a grande razão é a agricultura.

Por meio de gráficos e pesquisas do IBGE e do IBOPE, professor Marins mostrou que a área plantada em nosso país não cresceu, mas em compensação, a produtividade e a produção vêm alcançando recordes a cada ano. A revista americana também mostrou o “Milagre do Cerrado”, quando publicou em reportagem, um gráfico que mostra que de 2000 a 2010, a área plantada praticamente não cresceu.

Nos próximos anos


Com o público ciente deste panorama, professor Marins começou a fazer uma perspectiva dos próximos 50 anos do mundo e o posicionamento do Brasil neste cenário. “Daqui a 50 anos a população mundial será de 9 bilhões e com a maioria das pessoas vivendo nas cidades. A população urbana come muito mais carne e para alimentar todo esse povo, o mundo precisa produzir 50% a mais de grãos do que já produz hoje e dobrar a sua produção de carne”, destacou o palestrante. O que o professor quis demonstrar é que o Brasil é o local com as características necessárias para suprir grande parte das necessidades do mundo. “De acordo com a ONU no Brasil são mais de 400 milhões de hectares de terras agricultáveis, o que não inclui a Amazônia, e hoje só usamos 50 milhões desse todo”, lembrou.

O total de reserva hídrica do país também é uma das maiores do planeta – são 8 trilhões de quilômetros cúbicos de água renovável por ano. “O Brasil não tem como escapar de ser o grande fornecedor de alimentos do mundo”, prenunciou. “Nosso país já ultrapassou os EUA em recebimento de investimentos externos e estamos em terceiro lugar no ranking mundial”, informou Marins. De acordo com o professor, os produtores estão num lugar certo, num país que está entre os grandes produtores e exportadores e que se consolidará como tal futuramente.

 

Tecnoshow Comigo

 

 

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