No Espírito Santo
as ações de combate a febre aftosa acontecem durante o ano todo, com
culminância durante as campanhas de vacinação. De acordo com o coordenador do Instituto
de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) do Programa Nacional de Controle e
Erradicação da Febre Aftosa, José Dias Porto Junior, a situação no Paraguai que,
recentemente, registrou um foco de febre aftosa, deixando os estados brasileiros,
que fazem divisa com o país, como Mato Grosso do Sul, Paraná, e entre outros em
estado de alerta, não traz tantos risco para o Espírito Santo
“O Espírito Santo é privilegiado por ser um
Estado que faz divisa com o oceano
Atlântico e é considerado de áreas livres, pois não se comunica com os Estados
em alerta. Mesmo assim, estamos atentos com relação ao trânsito de animais que
entram e saem do nosso Estado. O foco no Paraguai não chega a elevar um alertar para o Espírito Santo”, afirmou o coordenador
Para a realização
dos trabalhos de combate a febre aftosa, o Idaf conseguiu um convênio
plurianual de 5 anos, com o Ministério da Agricultura, no valor de mais R$ 7 milhões
para serem investidos na renovação de frota, reestruturação das ações,
equipamentos, no custeio de insumos operacionais e aplicados pelo Idaf com
recursos Estadual.
Em 2011, R$1,2
milhões foram gastos através de recursos de convênios no programa de febre
aftosa e aplicados pelo governo Estadual e Federal mais de R$10 milhões. Para
2012, o mesmo valor está previsto. “Hoje conseguimos voltar a ter uma atenção
maior, que antes não tínhamos por questão da desestruturação. Temos uma visão
mais ampla e acompanhamento mais efetivo no trânsito interno”, acrescentou
Dias.
A campanha de
vacinação contra febre aftosa está prevista para maio. O coordenador orienta
aos produtores a já estarem se preparando para a vacinação de seu gado. “O papel
do nosso trabalho é ajudar na prevenção da doença, contribuir para a defesa do
patrimônio do produtor. A participação dele é fundamental para evitarmos a febre
aftosa e alcançarmos melhor índice de estado sanitário”, finalizou.
Joyce Azevedo
Redação Campo Vivo
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