As fortes chuvas de outubro e novembro de 2011 trouxeram prejuízos para os produtores de maracujá do Espírito Santo. Alguns tiveram até que se desfazer de sua produção. As consequência disso são o alto preço do fruto e a diminuição na oferta do produto.
Em algumas propriedades com um ano, as plantações acabaram. As sementes e as áreas tiveram problemas. Hoje, o preço do maracujá para indústria chega à R$0,64 o mínimo e R$0,98 o máximo. Já para o mercado, o valor é de R$2,00.
Segundo o presidente da Cooperativa de Produtores Rurais de Jaguaré (Coopruj), Fábio Fiorot, a queda no preço também se dá pelo fato da cultura exigir do produtor mão de obra e grande dependência de preço atrativo. “Outro motivo é que com a valorização do preço do café e da pimenta do reino, muitos produtores estão largando o maracujá e migrando para essas culturas”, afirmou.
Para reverter esse quadro, a Coopruj está atuando no controle rigoroso das áreas dos produtores filiados, aumentando o volume de contrato de 5 para 10 mil toneladas e limitando a áreas de 500 hectares para o plantio. Além disso, o corpo técnico da Cooperativa está fazendo o monitoramento dos campos para que o produtor não ultrapasse o contrato, podendo atender a indústria e o mercado. “Hoje o produtor filiado está protegido pelo contrato”, frisou Fábio.
Com essas medidas, o presidente acredita que, a partir deste mês, o preço do maracujá deva se manter ou recuar, e que o cooperado consiga cobrir os seus custos e volte a ter lucros. “Maracujá sempre dá bons resultados às roças. Para este ano e 2013 acreditamos numa melhor oferta. Esperamos que nos próximos anos o plantio se normalize”, comentou.
Joyce Azevedo
Redação Campo Vivo
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