Bahia pauta prevenção a doença em reunião de secretários da Agricultura

por admin_ideale

 

A prevenção da monília ou monilíase do cacau – enfermidade do cacaueiro provocada por um fungo – entrou na pauta da reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), que acontece nesta terça-feira, em Porto Velho (RO). O assunto foi levantado pelo secretário da Agricultura da Bahia e presidente do Conseagri, Eduardo Salles.

Apesar de não representar ameaça imediata à Bahia, maior produtor de cacau do Brasil, a Secretaria da Agricultura (Seagri), via Agência de Defesa Agropecuária (Adab), e o Ministério da Agricultura (Mapa), por meio da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac), querem prevenir a entrada da praga, que assola países produtores de cacau da América Latina e que fazem fronteira com os estados do Norte do Brasil.

Cooperação – O secretário acordou com os estados do Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Pará e Amazonas a assinatura de um termo de cooperação técnica ‘guarda-chuva’, relativo à defesa animal, vegetal e inspeção sanitária. “Dentro disso, o foco maior é a monilíase e outras doenças como sigatoka negra da banana, doenças dos citros, que também podem ameaçar a produção brasileira e baiana, pois a Bahia é o maior produtor de banana e o segundo de laranja”, disse Salles.

Em contato com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Cosam Coutinho, o secretário aventou a possibilidade de formalizar parcerias para a prevenção da doença. Ele propôs ao diretor a assinatura dos convênios – e a consequente liberação de recursos aos estados – visando a elaboração de um plano nacional de contingenciamento e de emergência para a monilíase.

Enfermidade registrada pela primeira vez no Equador

A monília é uma doença devastadora para o cacaueiro e tem como agente causal o fungo Moniliophthora roreri, que até o momento não existe no Brasil.

Endêmica do noroeste da América Latina e também de alguns países da América Central, foi registrada pela primeira vez no Equador, em 1917, de onde se disseminou para a Colômbia (1930), Venezuela (1941), Panamá (1949), Costa Rica (1978), Nicarágua (1980), Peru (1988), Honduras (1997) e Belize (2002). Nesses países, os danos econômicos causados pela monília variam de 50 a 100%.

 

SEAGRI – BA

 

 

 

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