Cotações do trigo em Chicago igualmente cederam durante a semana, saindo de US$ 6,46/bushel no dia 09/02 e fechando a semana (16/02) em US$ 6,28, após US$ 6,26 no dia anterior. Um ano antes as mesmas registravam US$ 8,37/bushel, enquanto o último dia de 2011 ficou em US$ 6,52.
O mercado se mantém pressionado pelo aumento da safra mundial e dos estoques em geral, diante de uma demanda normal. Nestas condições, nem mesmo a pressão no mercado da soja e a presença dos especuladores financeiros estão dando sustentação ao cereal.
Por sua vez, as inspeções para exportação do produto dos EUA alcançaram o volume de 449.090 toneladas na semana encerrada em 09/02. No acumulado do ano comercial, iniciado em 01/06/2011, o volume chega a 18,8 milhões de toneladas, contra 22,1 milhões em igual período do ano anterior. Ou seja, assim como o milho, o trigo dos EUA encontra maiores dificuldades de escoamento neste novo ano comercial.
No Brasil, enquanto o balcão gaúcho se mantém na média de R$ 23,90/saco e, em muitas regiões, não há compradores para o trigo, os lotes melhoraram um pouco, passando para valores entre R$ 418,00 e R$ 427,00/tonelada. No Paraná, os mesmos ficaram em R$ 467,00/tonelada. Essa melhoria se deve a novos leilões do governo.
Já nessa quinta-feira (16) estavam previstos leilões de venda dos estoques públicos, com oferta de trigo pão tipo 1 ao preço de R$ 535,00/tonelada e o trigo pão tipo 2 a R$ 491,00/tonelada.
Vale destacar que os moinhos estão com os silos cheios, não interessando aquisições imediatas, o que freia bastante o mercado. Os mesmos levantam a preocupação de que o excesso de leilões possa reduzir muito a oferta de trigo na entressafra. Isso pode ser visto também como uma preparação de terreno para o aumento futuro dos preços dos derivados de trigo aos consumidores, já que há trigo sobrando no país.
Pelo sim ou pelo não, o fato é que a CONAB anunciou um leilão de Pepro e mais dois leilões de PEP para hoje, com oferta total de 410.000 toneladas.
Enfim, a semana fechou com o anúncio de que o governo destinaria, para a safra de inverno brasileiro, R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão para custeio. Espera-se o anúncio oficial até o dia 15/03. Circulam notícias de que o preço mínimo de garantia seria elevado em 5%, se aproximando de R$ 512,00/tonelada, contra os atuais R$ 477,00.
Agrolink
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