Bactéria que ameaça safra de café em São Paulo não traz risco para o ES, afirma pesquisador

por admin_ideale

 

Em São Sebastião da Grama, interior de São Paulo, uma bactéria tem atacado as lavouras da região, ameaçando a colheita da safra que inicia em maio, e deixando os produtores rurais da localidade preocupados. A praga, que é mais conhecida como mancha aureolada, atinge as folhas da planta e prejudicou cerca de 80% da lavoura da região.

No Espírito Santo, o surgimento da doença também é propício e ocorre mais em regiões de maior umidade, atingindo tanto o café arábica quanto o conilon. Segundo o pesquisador do Incaper e doutor em fitopatologia, José Aires Ventura, a bactéria existe no Estado, mas para a doença se manifestar, depende do manejo.

“A doença é influenciada pelos traços culturais e manejo. O problema não existe quando as lavouras são manejadas corretamente. Por isso, os cuidados com a plantação, seguindo sempre orientações técnicas, são importantes”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, os produtores devem evitar usar a irrigação por aspersão, caso a planta já tenha a bactéria. “Assim ele evitará que a folha contaminada, ao ser molhada, transmita para as outras”, comentou.

A realização de adubação equilibrada, baseada na análise de solo e foliar, colocando os nutrientes de acordo com as necessidades da planta, também evitam o desenvolvimento da doença. “O estresse na planta facilita o surgimento da enfermidade”, frisou.

Outra orientação do pesquisador é que os agricultores procurem sempre comprar mudas provenientes de viveiros credenciados ao Ministério da Agricultura,  observem a qualidade da muda e se ela tem o certificado fitossanitário de origem, que garante que a planta não está contaminada.

De acordo com José Ayres, o Estado tem casos de surgimento da bactéria,  mas que não causam riscos econômicos para os agricultores.

Os produtores que tiverem alguma dúvida com relação a doença, devem colher amostras da planta e mandar para os laboratórios de fitopatologia do Incaper ou consultar um dos técnicos do órgão.

 

Joyce Azevedo

Redação Campo Vivo

 

 

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