Um dia triste para produtores rurais da zona rural de Aracruz. Doze cavalos – a maioria, da raça manga-larga – foram sacrificados no fim da manhã desta quinta-feira (16) após serem diagnosticados com um tipo de anemia incurável. O prejuízo para os proprietários dos animais ultrapassa R$ 60 mil. O caso aconteceu na Fazenda Santa Rita, nas proximidades do trecho da BR-101 conhecido como Assombro, município de Aracruz.
Conforme um dos proprietários dos cavalos, o produtor rural Paulo Borlini Neto, dez dos animais sacrificados eram fêmeas e a maioria estava prenha. O motivo foi a anemia infecciosa equina, doença que o fazendeiro acredita que seja transmitida por uma mosca, batizada por ele próprio como mosca-da-palha-do-café.
“Foram feitos exames em dois animais de uma propriedade vizinha para que eles participassem de uma exposição, no qual foi detectada a doença. A partir daí, outros animais de outras fazendas foram submetidos ao teste, que detectou a anemia. Nunca tinha acontecido algo parecido por aqui”, afirma Borlini.
Segundo o médico veterinário do Instituto Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), Osvaldo Góis, a doença não é comum na região, no entanto, já aconteceram alguns casos. Ele afirma que a anemia não tem tratamento nem vacina preventiva. “A eutanásia é a única opção. Já tivemos casos de ter de sacrificar um ou dois animais, mas nessa quantidade, é a primeira vez”, explica.
“A anemia infecciosa é mais comum entre cavalos, embora possa também atingir outras espécies de equinos, como jegues e jumentos. A doença é transmitida um vírus, transportado por insetos que se alimentam de sangue. Aqui os produtores dizem que foi por causa da moca-da-palha-do-café. Apesar da situação estar sob controle, existe sim o risco de uma “, disse.
Os 12 cavalos foram sacrificados com uma injeção de remédio chamado T-61. Entre os animais, havia uma mãe e o filhote. Eles foram enterrados em uma vala de cerca de três metros de profundidade.
Em nota, o Idaf afirmou que a responsabilidade do órgão envolve o sacrifício dos animais em casos positivos para a doença e o controle do trânsito dos animais, não permitindo, por exemplo, que transitem sem o exame de Anemia Infecciosa Equina. A orientação aos produtores é que adotem cuidados, como a realização periódica de exames, o uso de agulhas descartáveis e o trânsito somente com a Guia de Trânsito Animal (GTA).
Gazeta Online
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