A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) realizam uma pesquisa para desenvolver uma variedade de alface transgênica que possa ser usada para diagnosticar o vírus da dengue. A ideia é produzir um kit de diagnóstico mais econômico e eficiente a fim de agilizar a detecção da doença pela rede pública de saúde no Brasil.
De acordo com o pesquisador do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília, Tatsuya Nagata, “o país precisa ter mais alternativas para o diagnóstico da dengue. Hoje em dia, o país não tem condições de produzir a quantidade de antígeno que necessita e acaba tendo que importar de outros países. A nova alternativa poderá acabar com a necessidade do país em importar o kit diagnóstico”, disse.
Segundo o professor, a utilização de alface é a melhor opção na relação custo/benefício. Outros métodos com células de mamíferos, células de insetos, leveduras e bactérias também são utilizados para a preparação de vacinas ou para o diagnóstico de doenças, mas as plantas aproximam-se mais do sistema do ser humano e, por isso, garantem melhor qualidade.
A transformação genética das plantas está sendo feita pela unidade da Embrapa de Recursos Genéticos e Biotecnologia e consiste na introdução de uma parte do gene do vírus da dengue em DNA do cloroplasto de alfaces. As plantas são, então, colocadas em um meio de cultura contendo um antibiótico que garantirá que apenas as células que receberem o gene do vírus sobrevivam.
O novo antígeno já está sendo testado com sangue de pessoas que foram contaminadas pelo vírus da dengue e os primeiros resultados são positivos, mas a validação ainda pode levar dois anos, já que é necessário um aproveitamento de cerca de 95% para que o produto seja comercialmente viável.
Globo Rural
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