Agronegócio terá ano menos promissor que 2011, diz presidente da Abag

por admin_ideale

 

O novo presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Correa Carvalho, afirmou nesta terça, dia 17, que 2012 será “um ano menos positivo para o agronegócio“. Mas isso não significa, na avaliação do executivo, um ano ruim para o setor.

– Apesar da crise europeia, temos indicadores macroeconômicos interessantes, como a recuperação da economia dos Estados Unidos e a alta de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) da China. Isso traz aumento da demanda e nos dá uma visão positiva dentro de um cenário de enorme incerteza – declarou Carvalho.

O presidente da Abag criticou a falta de investimentos em tecnologia e educação no Brasil, bem como a baixa poupança do governo. São entraves, em sua opinião, para que o país aproveite melhor o cenário positivo para os países em desenvolvimento e para os grandes exportadores de commodities.

– É o custo Brasil, que inclui outros problemas, como a logística e a questão tributária – disse.

Para o executivo, a recuperação na produção de grãos no Brasil, esperada para 2012, será freada pela seca no Sul do país, a qual retrata a alta exposição do setor ao risco agrícola e contribui para a volatilidade das cotações das commodities. Um seguro rural robusto, que atenuaria a perda de renda provocada pelo clima adverso, ainda é incipiente no país e gera críticas do presidente da Abag.

– O seguro rural é o nosso ‘calcanhar de Aquiles’, com muito discurso e pouca efetividade – disse.

Oriundo do setor sucroenergético, Carvalho avaliou que a recente queda das barreiras tarifárias para a importação de etanol pelos Estados Unidos é um “convite para trazer investimentos, principalmente externos” ao Brasil, que enfrenta um momento de crise de oferta do combustível. Mas, o mais importante da medida, segundo ele, deve ser a união entre o Brasil e os Estados Unidos, responsáveis por 75% da produção mundial, para a transformação do etanol em commodity.

– Brasil e Estados Unidos precisam trabalhar juntos para incentivar políticas globais de produção e de demanda do etanol.

Carvalho elogiou ainda a liberação de R$ 4 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o programa de renovação de canaviais, mas se mostrou preocupado com a burocracia para a obtenção dos recursos por parte de pequenos produtores.

– É preciso ver a forma como será liberado o crédito, se for só para os grandes grupos, não será bom – disse.

Carvalho elogiou os avanços obtidos com a tramitação do novo Código Florestal no Congresso, cujo projeto ainda depende de uma nova votação na Câmara dos Deputados para ser enviado à sanção da presidente Dilma Rousseff.

– Mas a simples aprovação trouxe ambiente de confiança no setor.

 

Agência Estado

 

 

 

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