A produção de mel no Espírito Santo cresceu 30% em 2011, comparado a 2010. Foram produzidos este ano 260 toneladas do produto em 24 municípios capixabas que participam da Rede de Apicultura do Espírito Santo (Apes), programa coordenado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-ES) com a parceria do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
A estimativa é que em 2012, o setor continue em expansão atingindo aproximadamente as 300 toneladas de mel. No próximo ano mais oito municípios que já produzem mel devem ingressar na Rede Apes, dando ainda mais destaque a atividade na agroindústria capixaba.
O momento favorável para o setor resultou na organização do terceiro Encontro Estadual das Associações de Apicultores, que ocorreu em julho, onde as 17 associações envolvidas com a atividade se reuniram para construir um balanço do setor apícola no Espírito Santo no primeiro semestre de 2011, além de definir um plano de metas a serem alcançadas no próximo ano, coordenando todas as partes envolvidas, do apicultor até a comercialização para o consumidor final.
Durante a GranExpoES, o setor também recebeu destaque com a realização do I Fórum de Debate da Cadeia Apícola Capixaba, onde foram discutidos temas como tributação, políticas públicas, tecnologia e inovação no setor.
De acordo com o gestor do Programa de Apicultura do Sebrae, Adriano Rodrigues, o setor apícola tem vivenciado um rápido crescimento no Estado, com avanços tecnológicos, produção diversificada, aumento de produtividade e mercado favorável. “Apesar do bom momento, a caminhada está só começando, e é necessário uma melhor organização do setor para que a apicultura continue em plena expansão, e o programa visa justamente o auxilio que o produtor precisa nessa área de gestão, além da transferência de tecnologia”, afirma.
“Mesmo com o rápido crescimento da atividade, a estimativa de produção de 300 toneladas no ano que vem é apenas a metade do potencial produtivo do Espírito Santo, que teria capacidade de alcançar aproximadamente 600 toneladas ao ano. Para isso acontecer, o produtor precisa aprimorar as técnicas de produção e utilizar métodos de novas tecnologias”, explica Rodrigues.
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