A produção nacional de café da safra 2011 está estimada em 43,48 milhões de sacas beneficiadas, segundo anunciou nesta quarta-feira (21/12) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é mais otimista do que o divulgado no levantamento anterior, tendo em vista o melhor rendimento da colheita no final da safra em Minas Gerais, Bahia e Paraná.
O desempenho positivo se deve principalmente às condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras, em resposta aos tratos culturais realizados pelos produtores em 2009, que refletiram na safra atual, e aos bons preços do café, que possibilitaram ao produtor investir mais na lavoura. Apesar da estiagem ocorrida entre os meses de novembro 2010 e fevereiro 2011, que prejudicou as lavouras que se encontravam na fase de enchimento de grãos, a produção estimada é a maior dos anos de baixa bienalidade. Em relação ao ciclo passado, quando foram obtidas 48,09 milhões de sacas, a queda é de 9,6%.
Na produção do país, a espécie arábica representa 74% (ou 32,19 milhões de sacas) e o maior produtor é o estado de Minas Gerais com 68% (21,88 milhões de sacas) de café beneficiado. Já o conilon (robusta) participa com 26% do total produzido e o Espírito Santo é o destaque, com 75,2% do volume produzido (um total de 8,49 milhões de sacas).
A projeção é que a área em renovação totalize 221,6 mil hectares, 4,3% maior que na safra anterior.
Globo Rural Online
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