O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, se reuniu nesta terça-feira (13), na sede da Secretaria, com representantes da empresa PepsiCo, fabricante dos produtos Quaker, Kero Coco, Pepsi, Elma Chips, entre outros. Entre os temas da reunião, estavam a remuneração média dos produtores e a garantia de compra do produto pela indústria.
Além do secretário, participaram da reunião o prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto, o gerente Estadual de Fruticultura, Dalmo Nogueira, a coordenadora de Fruticultura do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Adelaide da Costa, o diretor de relações governamentais da PepsiCo, Rodrigo Tedesco, e o gerente de agronegócios do coco da Pepsico, Marcello Zanetti.
Nos últimos meses, quem trabalha com o produto encontrou dificuldades em vender a produção para a PepsiCo, e por consequência ficou com o produto encalhado. “Nós estamos com um começo de verão tardio, com isso os consumidores reduziram muito o consumo no principal mercado de água do coco do país, que é o de São Paulo. Nossos estoques chegaram ao limite e tivemos dificuldades para adquirir coco dos produtores”, afirmou Rodrigo Tedesco, diretor da PepsiCo.
“Temos coco suficiente para atender o setor e um mercado crescente, por isso o Governo do Espírito Santo, por meio da Seag, está intervindo junto a PepsiCo para que seja realizado o pagamento dos contratos com os 72 produtores que abastecem a empresa, mesmo sem a entrega dos produtos, para que não haja desestímulo na produção da fruta no Espírito Santo” , afirmou o secretário Enio Bergoli.
Durante a reunião, houve o comprometimento da Pepsico junto à Secretaria de Estado da Agricultura para que a empresa normalize a situação com seus contratados o mais rápido possível. “A Pepsico nos garantiu que já equacionou os contratos com cerca de 90% dos contratados, e que até o final do ano todos os produtores terão uma solução sem prejuízos. Para isso, irá negociar diretamente com cada um dos contratados, esticando prazo de contratos, fazendo antecipações financeiras, ou até mesmo ajudando os produtores a comercializar em outros mercados, enquanto o verão não chega em São Paulo”, afirmou Bergoli.
Além disso, a empresa ira apresentar à Seag, em março de 2012, um plano de negócios para os próximos anos, que previne o desaquecimento do consumo no mercado em determinadas épocas para que o problema não volte a ocorrer no Polo de Coco.
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