As vendas de defensivos agrícolas devem encerrar este ano com um crescimento de 11% sobre o ano passado e alcançar um movimento financeiro estimado em US$ 8,1 bilhões, segundo projeções do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Esse ritmo de expansão ficou ligeiramente acima do constatado entre 2009 e 2010, quando o faturamento passou de US$ 6,6 bilhões para US$ 7,3 bilhões.
Tradicionalmente, a maior procura por esses produtos ocorre no segundo semestre, quando os agricultores se preparam para o plantio da safra de verão. De acordo com o gerente de Informação do Sindag, Ivan Sampaio, 70% da comercialização ocorrem no segundo semestre e a maioria dos produtos (80%) vêm de fora do país, com predomínio dos defensivos fabricados na China.
De janeiro a outubro, as vendas cresceram 10%, com um faturamento de R$ 10,2 bilhões ante R$ 9,2 bilhões, no mesmo período de 2010. A maior expansão de negócios foi constatada no segmento dos inseticidas, com alta de 21%, seguida dos acaricidas (16%). Esse aumento se deve à elevação da área plantada de algodão e também devido à aplicação nos plantios da cana-de-açúcar, da soja, do café, dos hortifrutigranjeiros e do trigo. Quanto aos acaricidas, 90% foram destinados à produção de citrus.
Já os pedidos de herbicidas, que até julho tinham caído 2,9%, tiveram uma reversão no acumulado até outubro, superando em 8% a procura registrada em igual período de 2010. O mesmo foi verificado no caso dos fungicidas, que vinham em queda até julho, com 9,8% menos de demanda, e alteraram esse quadro com uma ampliação das vendas de 3%.
– Em ambos os casos, o motivo da baixa procura até julho tinha sido a estiagem prolongada, o que reduz o aparecimento de fungos e ervas daninhas em culturas como as de soja, hortifrutigranjeiros, batata e milho – justifica Sampaio.
Com a entrada da época mais chuvosa, a situação se inverteu. Dados do Sindag indicam aumento da procura por defensivos para as culturas de cana-de-açúcar, algodão e pastagens.
Agência Brasil
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