Em visita ao Brasil, dois representantes de entidades ligadas à cafeicultura do continente Asiático, foram apresentados no Espírito Santo às tecnologias e às experiências na lavoura com o café arábica na região Serrana do Estado. Os asiáticos Sonkuan Priyawat, da Tailândia e Pranoto Soenarto, da Indonésia, se encontraram com os pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para conhecer os experimentos em andamento na Fazenda Experimental de Venda Nova do Imigrante.
“Apresentamos detalhadamente como se constrói uma pesquisa cientifica para o aprimoramento das tecnologias voltadas para os experimentos na cafeicultura, principalmente com relação ao café arábica. Detalhamos como um projeto desta natureza é elaborado, conduzido, implantado e avaliado”, diz o coordenador do programa de cafeicultura do Incaper, Romário Gava Ferrão.
O pesquisador ainda salientou que o a Ásia possui grande produtores de café, como a própria Indonésia, referenciada como o 5º país produtor de café do mundo, com cerca de 10 milhões de sacas produzidas ao ano. “Entretanto, esses locais onde há uma grande área plantada não existe boa produtividade. Enquanto o Espírito Santo tem uma produtividade média de 25% por hectare, a produtividade da cafeicultura da Indonésia é de 6% por hectare. É uma diferença grande, por isso eles vieram ao Estado conhecer nossas tecnologias e saber como conseguimos produzir tanto”, afirma o pesquisador.
Segundo o representante da Indonésia, Pranoto Soenarto, as nossas tecnologias impressionam quando aplicadas na lavoura, mas principalmente em relação à infraestrutura voltada para as pesquisas com o café. “Fiquei impressionado com essa composição da lavoura e com as tecnologias apresentadas, temos certeza de que essa fazenda é um exemplo de tecnologia, de produção e controle das atividades. Isso atende a todos os requisitos para se conseguir bons resultados”.
“O programa de pesquisa do Incaper se supera cada vez mais, pois consegue manter os trabalhos firmes e a produção e produtividade das lavouras capixabas ficam entre as maiores do Brasil e do mundo. Essa visita mostra o quanto o Espírito Santo é importante na produção de cafés, tanto conilon, quanto arábica. O poder do conhecimento científico tecnológico transforma a atividade, dando mais produtividade, qualidade e sustentabilidade para a produção”, afirma o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.
Otavio de Castro
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

