Exportações de etanol devem continuar baixas, diz UNICA

por admin_ideale

 

 


A produção de biocombustíveis no mundo cresce com vigor muito embora as exportações do produto, particularmente o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, não sigam a mesma toada. O diagnóstico é de Géraldine Kutas, assessora sênior da presidência da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que na terça-feira (23-11) participou da 11ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, no Grand Hyatt Hotel em São Paulo (SP).

“Os programas de biocombustíveis praticados pela maioria dos países são direcionados para o mercado doméstico, o que não contribui para se ter um mercado global para o etanol,” explicou Kutas ao frisar o descompasso entre produção e exportação. Para se ter uma ideia, afirmou, a produção de biocombustíveis subiu 160% de 2004 a 2011, enquanto as exportações foram marginais neste período.

A assessora da presidência da UNICA afirmou que são necessárias políticas comerciais transparentes e menos protecionismo por parte de nações desenvolvidas, para que o etanol torne-se de fato uma commodity internacional. Para Kutas, um bom caminho neste sentido está em curso nos Estados Unidos. “O conjunto de normas americanas, o Padrão de Combustível de Baixo Carbono (Low Carbon Fuel Standard, ou LCFS) e o Padrão de Combustível Renovável (Renewable Fuel Standard – RFS2) devem servir de modelo para que outros países estimulem também as exportações, principalmente do etanol de cana. Se o LCFS e o RFS2 forem renovados, e esperamos que sejam, isso deve aumentar potencialmente as exportações de biocombustível do Brasil”

Kutas explicou que “altas tarifas de importação e subsídios provocam conflitos comerciais, que são barreiras ao desenvolvimento das exportações de etanol, razão pela qual é importante que sejam criadas medidas que facilitem essas transações comerciais”.

Datagro

A Conferência Internacional Datagro, em seu 11º ano, é um dos principais eventos do setor sucroenergético brasileiro. Na edição deste ano, mais de mil participantes de 33 países acompanharam e discutiram ao longo de dois dias as projeções para a indústria de cana-de-açúcar.

Kutas participou do painel “Mercado de Etanol: Ritmo e Consequências da Abertura do Mercado Internacional de Etanol,” ao lado do presidente da Hart Energy, Fred Potter; do diretor executivo da International Ethanol Trade Association (IETHA), Renato Leite Bastos;
e Patrick Chatenay, presidente da ProSunergy.


Unica


 


 


 


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