Nesta quarta-feira (16), o Governo do Estado lançou o programa ‘Energia mais Produtiva’ com o objetivo de promover a melhoria da eficiência energética gerando o aumento da capacidade produtiva do agronegócio capixaba.
De 2011 até 2014 serão investidos pelo Governo R$ 8,2 milhões no programa, beneficiando pelo menos 80 mil pessoas que vivem no campo, para a melhoria de conversão de sistemas monofásicos para trifásico, substituição de centros de transformações de baixa para alta tensão e reforço nas linhas tronco. Com isso, os produtores ganham mais potência para utilização de secadores de café, resfriadores de leite, sistemas de irrigação e outros.
O programa também busca possibilitar a instalação de agroindústria e equipamentos para a agregação de valor aos produtos primários agrícolas; permitir a utilização de máquinas e motores de maior potência e, além disso, melhorar a distribuição de renda e qualidade de vida no meio rural capixaba.
Durante a assinatura do lançamento do programa ‘Energia mais Produtiva’, foi assinada também a primeira ordem de serviço do programa. Serão investidos R$ 78 mil no município de Ibatiba.
O agricultor Edmar Gonçalves Carvalho, de Guaçuí, explica que tem dificuldades na produção por conta da energia ‘fraca’ em sua propriedade de café. Edmar afirmou que esse programa facilitará muito seu trabalho. “Fiz o pedido à empresa de energia, mas afirmaram que não poderiam instalar um transformador nessa região, então utilizo o do meu irmão”, diz Edmar Carvalho.
De acordo com o agricultor, o homem do campo sofre com a defasagem de energia. “Utilizo secadores e equipamentos de despolpa que consomem muita energia e acabam superaquecendo e gerando muitos gastos de manutenção”, ressalta o produtor.
Para Maria Luiza de Cássia, pecuarista e produtora de café, no município de Jerônimo Monteiro, a energia rural deve ser mais forte e capaz de suportar equipamentos importantes na produção cafeeira e na pecuária. “Utilizamos irrigadores nos cafezais e uma bomba que leva água até os bois e isso faz a energia ficar fraca, pois aqui o sistema é monofásico. Além disso, utilizamos a energia para os secadores de café e gotejamento; tanque de leite para o resfriamento e a máquina de triturar ração que puxam muita energia”, afirma.
Programa ‘Energia mais Produtiva’
Após atender às necessidades básicas de energia elétrica dos domicílios das famílias rurais capixabas por meio do programa ‘Luz para Todos’, os agricultores passaram a modernizar e tecnificar suas propriedades adquirindo equipamentos que facilitam os beneficiamentos de produtos agrícolas que demandam maior capacidade da carga elétrica.
Grande parte das redes elétricas existentes no interior do Estado não é suficiente para suportar os diversos equipamentos e máquinas agrícolas tais como: secadores de café, resfriadores de leite, sistemas de irrigação, batedeiras de cereais e diversos equipamentos de uso agrícola movidos a motores elétricos.
O programa ‘Energia mais Produtiva’, criado pelo Governo do Espírito Santo e desenvolvido pela Seag, vai ampliar a estrutura elétrica do campo dando suporte aos produtores rurais. É mais infraestrutura e sustentabilidade para o campo, mais qualidade para os produtos e renda para os agricultores.
Comitê gestor
Para controle estratégico do programa foi instituído um comitê gestor coordenado pela Seag com a participação de representantes do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Federação da Agricultura Espírito Santo (Faes), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes) e das concessionárias de energia elétrica.
As principais atribuições do comitê serão avaliar os resultados alcançados e propor medidas e procedimentos para melhorar a eficiência, efetividade e eficácia do programa.
Metas de instalação
De 2011 até 2014, pelo menos 110 projetos de rede elétrica irão beneficiar cerca de 220 comunidades rurais.
2011 – 20 projetos comunitários de rede elétrica para 40 comunidades
2012 a 2014 – 30 projetos comunitários de rede elétrica para 60 comunidades, por ano.
Prioridades
– Projetos que contemplem o uso de energia elétrica;
– Projetos que abranjam o maior número de beneficiários;
– Projetos com menor custo por propriedade atendida;
– Comunidades com predominância de agricultores familiares;
– Comunidades que tenham equipamentos agrícolas com dificuldade de funcionamento devido à falta de suporte técnico;
– Reforço de rede elétrica específico para uso na produção agrícola, no processamento de produtos agrícolas, no agroturismo e no artesanato.
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