As regras para o feijão certificado estão sendo traçadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nesta sexta, dia 11, em Londrina (PR) houve mais uma rodada de negociações sobre o protocolo.
O debate reuniu entidades como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto Agronômico e Embrapa. O Ministério está apresentando como deve funcionar a produção integrada. São orientações para o produtor, que regem o uso de agrotóxicos, determinam os tipos de sementes e ainda especificam sobre a assistência técnica que deve ser obrigatória para receber a certificação.
O protocolo de produção integrada foi elaborado pelo Ministério da Agricultura, em parceria com a Embrapa de Goiás. A norma agora está sendo discutida pela cadeia produtiva para atender as necessidades das demais regiões produtoras. O Ministério da Agricultura acredita que o produtor que optar pela certificação pode ter um produto mais competitivo. Segundo o coordenador de produção integrada do Mapa, Sidney Medeiros, o protocolo também visa à redução de custos.
– Se usa menos água na irrigação, já tem um caso de 22% de redução. O lucro também vem da redução de gastos – aponta Medeiros.
O produtor não é obrigado a aderir ao sistema. Os certificadores podem ser de empresas públicas ou privadas como as cooperativas. Os técnicos também devem fazer um curso específico sobre o assunto oferecido pelo Ministério. Para o consumidor é garantia de procedência e o produtor ainda pode se beneficiar com as exportações do produto.
– Essa questão da rastreabilidade dá mais segurança para o consumidor e para o produtor abrem-se novos mercados – disse o engenheiro agrônomo da Emater/PR, Germano Kusdra.
O próximo encontro deve ocorrer até o fim do ano na Bahia. Segundo o Ministério da Agricultura a normativa deve vigorar a partir do primeiro semestre de 2012.
Canal Rural
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