Os dados da Pesquisa Pecuária Municipal, recém-divulgada pelo IBGE, mostram que compunham o plantel brasileiro de frangos em 31 de dezembro de 2010 pouco mais de 1,028 bilhão de aves. O número levantado representou aumento de apenas 0,7% sobre o plantel final do ano anterior e de 3,7% sobre o plantel existente em 31 de dezembro de 2008.
De toda forma, a quase estabilidade observada de 2009 para 2010 ficou restrita à média nacional. Pois, em termos regionais, enquanto o Sul apresentou expansão de 2,7%, as demais Regiões tiveram redução, com quedas que variaram desde 0,1% (Sudeste) até 5,4% (Centro-Oeste).
Ressalve-se que esses números nada têm a ver com a produção brasileira que, só no abate inspecionado (e de acordo também com o IBGE) processou em 2010 perto de 5 bilhões de cabeças de frango, registrando um volume 4,5% superior ao do ano anterior.
Em outras palavras, a Pesquisa Pecuária Municipal “fotografa” o plantel existente no último dia do ano. Como trata de frangos, supõe-se que sejam aves com até 7-8 semanas de idade, daí a existência de apenas 1 bilhão de cabeças, provavelmente um sexto do total produzido no ano.
Sob esse aspecto, aliás, até a variação do plantel precisa ser encarada com cuidado. Pois, por exemplo, se no final de um ano a demanda foi mais forte que no ano anterior e a idade de abate foi antecipada (digamos, de sete para seis semanas), o plantel final de aves vivas será menor, sem significar que houve redução da produção. Ao contrário.
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