Contrário ao projeto de lei que quer proibir o uso de agrotóxicos por aeronaves, apresentado pelo vereador Robson Fernades e Silva à Câmara Municipal de Pinheiros, o secretário de agricultura do município, Valter Matielo, alega que não é competência do município legislar sobre a aplicação de agrotóxico. “Este é um projeto que nasce morto, pois é inconstitucional”, afirma Matielo.
O secretário que recebeu muitas reclamações de produtores rurais de Pinheiros também considera outros aspectos. “A aplicação aérea é a mais eficiente possível, pois usa a menor quantidade de produto por área, quando comparada com a aplicação mecanizada ou manual”, diz.
Segundo Matielo, para cada 600 litros usados em aplicação terrestre, somente 50 litors são usados em aplicação aérea. O controle sobre a quantidade usada e forma de aplicação é de competência do Estado, de acordo com o secretário. “Não existe controle de quantidade de agrotóxico aplicada por Município, então não posso afirmar que há exageros”, defende. Matielo também assegura que nenhum defensivo é usado sem que seja emitido receituário agronômico. “Não pode ser vendido, nem aplicado sem o laudo. Quem fiscaliza isso é o próprio Idaf”.
O secretário propõe um debate sobre o cinturão verde, porque a área urbana avança para a área rural. “Definir os limites entre a área rural e urbana é o grande desafio e exige plano diretor efetivo”.
Tribuna do Cricaré
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COMENTÁRIOS
Morais – Pinheiros / ES – 24/10/2011 – 20:46
Realmente a quantidade de agrotóxico é a mesma o que muda é a concentração do produto que na aplicação aérea é bem maior. Por isso o digníssimo secretário de agricultura errou em seus cálculos. Aliás, cansei de ver aviões agrícolas passando por cima da cidade de Pinheiros rumo as lavouras de café, cana etc.. Se não me engano essas aeronaves não podem sobrevoar cidades, povoados e comunidades. A luta pela redução da aplicação de agrotóxicos seja por qual meio for é louvável. O engraçado é que o poder executivo deste município só é ágil quando se trata de defender os interesses dos ditos poderosos.
Sérgio Bianchini – Aracruz / ES – 24/10/2011 – 09:06
A visão de Matielo e muito sensata pois esta realmente levando em consideração meios tecnicos e não pseudoideologicos para resolver a situação, associar o uso indiscriminado de defencivos a imagem de avião pulverizando e descriminatoria até mesmo irracional, pois a forma de contaminação humana mais cruel e o metodo de aplicação de bomba costal, falta mesmo e capacitação e orientação aos nossos produtores
Júnior – ES – 24/10/2011 – 08:51
Avisa ao secretário de agricultura de pinheiros, que eles está muito mal informado. A quantidade de agrotóxico usada em avião ou terreste é a mesma, o que muda é a quantidade de água (calda). Então a tese dele caiu por água abaixo…isso que dá colocar pessoas despreradas no poder.

