Sindag divulga Nota contra proibição do uso de Aviação Agrícola no ES

por admin_ideale

 

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) divulgou nesta terça-feira (18) uma Nota Oficial contra a campanha para proibir a Aviação Agrícola no Estado do Espírito Santo. O movimento vem se desenrolando desde julho e teve a proibição da pulverização aérea de lavouras nos municípios de Vila Valério e Nova Venécia.


O documento foi enviado à imprensa e autoridades. Além disso, o assunto já foi tema de encontros do presidente do Sindag, Nelson Antônio Paim, junto com o consultor de Meio Ambiente da entidade, Ivo Lessa, na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo e na Câmara dos Deputados, em Brasília. Além disso, o Sindag já havia enviado ofícios ao prefeito e vereadores de Vila Valério, explicando que a atividade aeroagrícola é regulamentada por legislação federal e é justamente a ferramenta mais segura no trato às lavouras.


Argumentos que também serviram de base para um Mandado de Segurança contra a proibição, impetrado na Justiça do Espírito Santo e ainda no aguardo de decisão.


Para o Sindicato, o movimento no Espírito Santo é descabido. Isso porque, apesar de ser contra o uso de agrotóxico, não proíbe tais produtos e ainda barra justamente o meio de aplicação que mais usa tecnologia e pessoal qualificado, chegando a reduzir a necessidade de defensivos nas lavouras.


Outro contraponto da entidade é o de que a proibição pode provocar efeito contrário ao pretendido nos discursos de prefeitos e vereadores. Como as não abrangem tratores, bombas costais e outros meios de aplicação (que usam volumes maiores de produtos), o uso de agrotóxicos nas lavouras tende a aumentar.

Confira o texto completo:

NOTA OFICIAL

Sobre a campanha contra o setor aeroagrícola no Espírito Santo, que resultou em recentes proibições do uso de aviões nas pulverizações em lavouras dos municípios de Vila Valério e Nova Venécia, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) vem a público esclarecer o seguinte:

Tais proibições surgiram de um movimento supostamente em favor de alimentos saudáveis e contra danos causados pelo uso de agrotóxicos. Porém, nos causa estranheza o fato das leis atingirem justamente e apenas a Aviação Agrícola, que é, comprovadamente, o meio mais seguro de aplicação de defensivos. E é também o único meio fiscalizado quanto a normas rígidas de instalações e operação.

Não foram proibidos o uso de agrotóxicos (que seria o suposto alvo da campanha) e nem sua aplicação por outros meios, como uso de tratores, pelo sistema de irrigação ou com bombas costais. Para os quais, aliás, não é exigido pessoal especializado e tampouco são fiscalizados quando às condições dos equipamentos, forma de aplicação ou mesmo as instalações onde passam por limpeza e são guardados.

Sobre ao cerceamento da atividade aeroagrícola, o SINDAG aguarda resposta de um Mandado de Segurança impetrado no início desde mês na Justiça do Espírito Santo.

Quanto às declarações veiculadas na imprensa capixaba e atribuídas a autoridades municipais e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), é absurda a acusação de que aviões estariam pulverizando sobre praças, ruas e escolas. É inconcebível a idéia de que qualquer piloto fosse jogar agrotóxico sobre a população. Assim como chega a ser criminosa tal acusação.

A legislação é clara quando à proibição do uso de aeronaves a menos de 500 metros de áreas povoadas e os aviões agrícolas são proibidos de voar sobre cidades.

Também representa falta de informação associar a contaminação de áreas fora da lavoura pulverizada ao fato do avião voar muito baixo. É justamente a baixa altitude, associada a condições específicas de umidade e velocidade do ar, que garantem a precisão nas aplicações (evita a deriva). Vale lembrar que o avião trabalha rápido e com volumes baixos de defensivos, o que chega a reduzir em mais de um terço a quantidade de produtos aplicados.

Um avião agrícola não decola sem estar autorizado pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (que abrange a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). Isso além do crivo dos órgãos ambientais de cada Estado.



Quanto ao pessoal envolvido, o piloto agrícola precisa antes ser piloto comercial e ter completado pelo menos 400 horas de vôo para daí poder fazer o curso específico para o setor. Onde, além da técnica de vôo, ele aprende sobre segurança de aplicação e procedimentos de emergência para evitar desastres ambientais.



Além disso, cada avião precisa ser acompanhado, em terra, por um Técnico Agrícola que, depois de formado, precisou fazer também o Curso de Executor de Aviação Agrícola. Todos sob a responsabilidade de um engenheiro agrônomo.

A Aviação Agrícola tem 64 anos de história no Brasil e atua também para tratos culturais em florestas e aplicação de fertilizantes. Sem falar no combate a incêndios florestais em grandes áreas de preservação pelo Brasil.

Não estamos defendendo o uso de agrotóxicos. Estamos justamente defendendo a aviação como meio de evitar seu uso indiscriminado. E esclarecendo que se trata de um setor comprometido com a preservação do meio ambiente, maior riqueza de nosso País.

Porto Alegre, 18 de outubro de 2011

NELSON ANTÔNIO PAIM
presidente


 


SINDAG – Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola


 


 


 


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COMENTÁRIOS


 


Arno / Aero Agricola Rio Verde Ltda – Rio Verde-GO – 20/10/2011 – 11:22


Estou consternado pela proibição absurda no ES, da Aviação Agricola. Isto demonstra que os políticos, são, na grande maioria, burocratas que não sabem da realidade das coisas.


 


Antonio David de Oliveira Netto – Aracruz / ES – 19/10/2011 – 16:20


A mídia adora sensacionalismos infundados o que acaba por perfazer entendimentos equivocados. Nós não podemos nos responsabilizar por problemas causados pelo desconhecimento da população e de produtores sobre o uso correto do defensivo agrícola, bem como problemas de fiscalização no uso de agrotóxicos. Lamentável para algo tão fundamental. At, ANTONIO DAVID DE OLIVEIRA NETTO Engenheiro Agrônomo COORDENADOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA – CREA ES-013172/D Responsável Técnico da Empresa AEROVERDE Aviação Agrícola Ltda., Pessoa Jurídica de direito privado, localizada no Município de Aracruz – ES, com registro do Ministério da Agricultura 10463-9. davidnetto@gmail.comaeroverde.ltda@hotmail.com – (27) 9653-7346 – (27) 3275-1113



Leandro Bruno – MT – 19/10/2011 – 11:12


A falta de informação ainda é um grande mal para nossa sociedade, ainda mais com toda a tecnologia nos meios de comunicação, de fato a aviação agricola é uma atividade altamente regulada, que exige muito das empresas e pessoal envolvido, controle que simplismentre não existem em outros meios de aplicação de agrotóxicos. Se existe a necessidade de proibição de algum meio de aplicação, essa não deveria de forma alguma ser a aviação agrícola.



Sebastião Antonio Pirez – Nova Venecia/ES – 19/10/2011 – 08:12


Li a reportagem do campo Vivo a respeito da nota de protesto do Sindag com relação aos municipios que estão proibindo aplicações em seus territorios. Eu queria reforçar mais alguns pontos que o Sindag deveria ter citado. Como os alimentos mais contaminados que os brasileiros consomen, segundo dados da Anvisa. Em primeiro lugar Pimentão-¨80% das amostras, uva 56%, pepino 54%, morango 50%, couve 44%, abacaxi 44%, mamão 38%, alface 38%, tomate 32% e beterraba com 32%. Agora veja que os alimentos mais contaminados com defensivos (ou veneno) não ultiliza pulverização aerea. E inclusive esses tipos de alimentos são´produzidos em pequenas e medias propriedades. Estas tanto defendidas pelos pseudo movimentos sociais e igreja Católica. Agora o problema está realmente na aplicação aerea ou no uso sem controle dos venenos por produtores por falta de conhecimento ou despreparo mesmo. Outra ponto que tem de ser colocado é o chamado “ACHISMO”, pessoas sem nenhum parametro tecnico começão a falar coisas sem saber o que estão dizendo, como os padres de nosas queridas paroquias que ao invez de se dedicar a igreja e a fé em Deus ficão levantado bandeiras baseadas em ACHISMO. Eu não estou defendendo nenhuma empresa ou multinacional, mas leitores, a igreja cotólica tambem é uma multinacional. Vamos consientizar nossos produtores para o correto uso de defensivos “venenos” só assim teremos uma alimentação mais saudavel, e uma agricultura sustentavel, sem utopismo!



 

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