A Comissão Européia (CE), braço executivo da União Européia (UE), admitiu ontem que o número de fazendas brasileiras autorizadas a exportar carne bovina para a Europa – 106 – é muito pequeno, se comparado à produção nacional, e lembrou que é possível revisar essa lista.
A depender dos resultados, “revisaremos a situação; sempre há possibilidade de revisar a lista”, disse a porta-voz da CE para Saúde e Proteção ao Consumidor, Nina Papadoulaki, referindo-se aos resultados das inspeções que estão sendo realizadas por fiscais europeus no Brasil. A missão européia vai permanecer no país por cerca de três semanas.
Na quarta-feira, a CE anunciou uma relação de apenas 106 propriedades brasileiras autorizadas a vender carne in natura para a Europa, pois apenas estas estariam de acordo com os novos padrões sanitários exigidos pela UE. A lista original submetida à comissão pelo governo brasileiro era de mais de 2 mil fazendas.
Os produtores nacionais classificaram a lista de 106 de “ridícula”. Ontem, Nina reconheceu que as fazendas representavam uma proporção “mínima” da produção brasileira.
O número de fazendas autorizadas é o principal ponto de divergência entre o governo brasileiro e a CE. O Brasil é o maior exportador de carne do mundo e ocupa o topo do ranking dos países exportadores para a UE, respondendo por 65,9% do volume importado pelo bloco e 56,5% do valor total das importações.
O Globo

