O Espírito Santo está recebendo a visita de 18 técnicos de oito países da América Central que vieram ao Estado para conhecer a produção de Mamão Papaya. Os técnicos foram recebidos pela diretoria do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) nesta quinta-feira (29) e por pesquisadores responsáveis pelas pesquisas que envolvem a fruticultura no Estado.
Os técnicos que representam órgãos de governo da Costa Rica, Belize, República Dominicana, Honduras, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Panamá reuniram-se com o diretor-técnico do Incaper, Aureliano Nogueira, com os pesquisadores David Martins e José Aires Ventura e com a coordenadora do programa de fruticultura, Adelaide Costa. Foi apresentado um vídeo contando a história do Incaper com relação à pesquisa, assistência técnica e extensão rural, além da construções do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Incaper (Proater) de alguns municípios produtores de frutas.
A técnica do Ministério da Agricultura de Belize, Teresita Balan, afirma que os países querem construir um projeto juntos para a produção de frutas, e isso inclui o Mamão Papaya. “Plantamos muito frutas cítricas, mas estamos com problemas de infestação de algumas pragas em nossas lavouras, e o Papaya é uma solução para dar mais opções de plantio aos produtores para diversificar a produção e manter todos com uma boa renda”, destaca.
“É uma satisfação ver que nosso trabalho no desenvolvimento de tecnologias para a cultura do mamão e da fruticultura está sendo valorizado. Estes representantes de governos estão aqui para conhecer o que há de melhor em nosso Estado, que atualmente se destaca como o maior exportador de mamão do Brasil”, frisa David Martins.
Para o diretor técnico, Aureliano Nogueira, o intercâmbio de conhecimento técnico é muito importante nessas visitas. “Quando outros países da América Latina vêm até o Brasil, principalmente para o Espírito Santo, significa que temos algo para oferecer. Neste caso, a produção capixaba é referência no país, e trocar o conhecimento tecnológico com outros técnicos estrangeiros é um crescimento para todos”.
Os técnicos centro-americanos ficam no Estado até esta sexta-feira (30), e visitam no município de Linhares, lavouras de mamão, empresas de processamento da fruta e de exportação.
Exportação
O Brasil já chegou a exportar volume correspondente a 35 mil toneladas de mamão papaya em um ano. Somente o Espírito Santo respondeu por aproximadamente 75% desse total. No entanto, devido ao aumento da incidência de doenças sobre a cultura, o custo da produção tornou-se mais elevado, prejudicando sua comercialização.
A realidade agora é outra e os mercados de destino do mamão, como os Estados Unidos e países da Europa, estão buscando alternativas de fornecimento fora do Brasil devido ao alto custo dos produtos, o que está levando o País a perder competitividade.
Doenças Importantes
O mosaico do mamoeiro é uma das mais importantes doenças do mamoeiro, de ocorrência generalizada nas regiões produtoras. É causado por um vírus pertencente ao grupo dos potyvírus, transmitido por várias espécies de pulgões, mas não pelas sementes.
A meleira do mamoeiro é uma doença de origem virótica, constituindo um dos principais problemas fitossinitários da cultura no Estado, uma vez que não existem medidas curativas para as plantas doentes e também não são conhecidas, até o momento, cultivares resistentes a essa doença.
Otávio de Castro
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