O crédito para retenção de matrizes, anunciado em junho pela presidente Dilma Rousseff no Plano Safra 2011/2012, não tem previsão para sair do papel. A afirmação é do diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. A medida foi uma das novidades do Plano, que previa recursos de R$ 107 bilhões para a agricultura e pecuária do país.
Na linha de crédito, os criadores poderiam financiar até R$ 650 mil para compra de bovinos e búfalos, reprodutores e matrizes, mas o dinheiro ainda não está à disposição dos pecuaristas.
— Foi anunciado que seria criada uma linha de crédito especifica, mas não saiu do papel e não deverá sair do papel. Só temos hoje os recursos do crédito rural normal e de uma linha de crédito que já existia do BNDES, o Prodeagro — afirma Vian.
Em resposta, o Ministério da Agricultura afirmou que ainda não está definido como será aplicado o recurso. Ainda segundo o ministério, não existe uma linha de crédito específica para este fim e que o crédito para retenção de matrizes está atrelado à operação de custeio.
O diretor da Febraban rebate.
— O que foi anunciado seria a criação de uma linha específica com volume de crédito específico, ou seja, a dotação de um orçamento para o setor. Agora o que se vê não é isso. Dentro do crédito rural nós já tínhamos (o financiamento). Os bancos não pararm de financiar dentro do crédito rural normal. E é o que vai continuar sendo feito: dentro do credito rural normal — afirma.
Canal Rural
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