Espírito Santo vacina gado em março contra a Febre Aftosa

por admin_ideale

 


No dia 1º de março começa a vacinação contra a febre aftosa no Espírito Santo. A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) se prepara há meses para a campanha. Uma mobilização junto aos sindicatos rurais de norte a sul do Estado já foi feita e será retomada com força total.

De acordo com o Idaf, o Espírito Santo possui 2,134 milhões de cabeças de gado cadastradas. Nesta primeira etapa da campanha, quando serão vacinados animais com até dois anos de idade, a expectativa é de que aproximadamente 98% do gado receba dose da vacina.

Segundo o superintendente do Senar e Gerente Executivo do Fepsa, Neuzedino Alves de Assis, o produtor que não efetuou o pagamento do Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Estado do Espírito Santo (Fepsa) na última campanha realizada (setembro), deverá fazê-lo agora em março.

O Fepsa foi criado com o intuito de garantir ao produtor rural uma espécie de seguro para indenizá-lo, caso ocorra algum foco da doença. Para fazer parte do Fepsa, o pecuarista contribui com R$ 0,10 (dez centavos) por cabeça de bovinos e/ou bubalinos, no momento da atualização da ficha cadastral de seu rebanho, que é feita no Idaf.

Neuzedino explica ainda que o Fundo é uma exigência internacional e uma solicitação do Ministério da Agricultura (Mapa).

Vacinação

A vacinação, que acontece duas vezes ao ano, só atinge os bubalinos e os bovinos. A dose da vacina custa em média R$ 1,30 e o produtor precisa comprá-la em uma loja veterinária credenciada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

Depois do rebanho vacinado, o produtor rural deve levar a nota fiscal da compra das vacinas ao escritório do instituto, localizado no mesmo município da sua propriedade, para atualizar a ficha do criador. Só assim o criador poderá obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a comercialização e trânsito dos animais.

Caprinos e ovinos não devem ser vacinados, pois estes animais funcionam como sentinelas, ou seja, eles são o passo inicial para descoberta da doença. Se eles não estão infectados é sinal de que outros também não estão.

Há mais de 10 anos o Espírito Santo não registra focos da doença. Na campanha de vacinação de setembro de 2007, 97,65% dos animais bovinos foram vacinados.



O prazo para que os pecuaristas do Estado vacinem todo rebanho de bovinos e bubalinos com até dois anos de idade termina no dia 31 de março.

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