A comunicação é vital para a sociedade. Há sete anos, quando comecei a trabalhar com um programa televisivo voltado para o setor agropecuário, percebi que a comunicação na zona rural tinha algo especial. Os atores do espetáculo do campo são, em sua maioria, homens e mulheres iluminados e, muitas vezes, esquecidos nos mais remotos cantos deste país.
O trabalho diário dos nossos produtores é solitário. As dificuldades e as conquistas são compartilhadas por ali mesmo na roça, com a família, algum vizinho de porteira ou até mesmo na conversa com os próprios animais. Às vezes, ele vai além. Richard Jakubaszko, jornalista e publicitário, que atua há 45 anos se comunicando com o setor agropecuário, diz que o produtor rural é o homem que fala com Deus.
Nesta segunda-feira, 15 de agosto de 2011, data em que a Campo Vivo Comunicações completa quatro anos de atuação, me apego a alguns pesquisadores da comunicação rural para demonstrar a satisfação do trabalho realizado pelo setor agropecuário capixaba. Mesmo sendo extremamente importante para a economia do Espírito Santo e, na maioria dos municípios, o principal fator econômico, o setor agropecuário é deixado de lado na maioria dos veículos de informação.
Geraldo Bueno de Carvalho, jornalista e mestre em extensão rural, diria que o setor agropecuário, como um dos maiores geradores de renda no País, ainda não ocupa, na mídia, correspondente espaço. Para ele, a Comunicação Rural não resolverá os problemas rurais, mas pode auxiliar na busca por soluções, denunciar excessos e tratar o assunto rural com a importância que ele representa para a nação. Parece claro e óbvio. Mas, na prática, os veículos de comunicação e a academia não pensam tão claro assim. O rural não está em pauta.
A informação é essencial. E deve chegar ao campo com os temas que o campo demanda. Aí, mesmo que com limitações, ficamos felizes de prestar esse serviço. Percebemos, no dia a dia, a necessidade do produtor e daqueles que trabalham com o setor rural de receber informações direcionadas, com freqüência e profundidade. Certo dia, o historiador Antonio Bezerra Neto disse que “a Campo Vivo possibilitou maior visibilidade para as seletas coisas do mundo rural. Fez do universo agrícola um espaço de permanente reflexão, dando-lhe a dignidade necessária. É um imenso salto qualitativo para o proveito de todos nós, até mesmo para aqueles que lidam com o embaraçoso mundo das cidades”.
Em cada canto do Espírito Santo (e fora também), temos o retorno do trabalho que estamos realizando, seja pelo rádio, pela internet ou pelas páginas da revista. Produzimos informação do campo e para o campo. O termo não é um limitador da nossa proposta, afinal o campo está presente em cada passo que damos. Queremos continuar caminhando com vocês!
Franco Fiorot
Editor da Campo Vivo Comunicações
A Campo Vivo Comunicações agradece a todos os colaboradores que acompanham, diariamente, as informações do setor agrícola e pecuário do Espírito Santo e nos ajudam a fortalecer a comunicação rural capixaba.
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook
COMENTÁRIOS
José Adilson de Oliveira – Vitória /ES – 15/08/2011 – 18:26
Caro Franco, Parabéns pelos 4 anos, pelo trabalho que realizam e pelo belíssimo Editorial. Forte abraço, Eng Agrônomo José Adilson de Oliveira Presidente da Sociedade Espiritossantense de Engenheiros Agrônomos – SEEA

