O número de furtos e roubos registrados no interior de Linhares até o início de agosto já é praticamente o mesmo de todas as ocorrências registradas no ano passado. Segundo dados da Polícia Militar, foram notificados 87 furtos e roubos em 2010. Este ano, as mesmas ocorrências totalizam 83 casos.
Entre as localidades com o maior registro de ocorrências estão Bebedouro, Rio Quartel, Canivete e as que ficam na divisa com Sooretama.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Linhares, Antônio Roberte Bourguignom, os assaltos em propriedades rurais aumentam nesta época do ano, quando acontece a colheita do café.
O presidente do sindicato esclareceu que algumas medidas já estão sendo tomadas pelos produtores rurais, como exigência completa de documentos de identidade dos funcionários contratados, que são enviados à Polícia Civil. Com isso, os agricultores podem saber se o funcionário tem passagem pela polícia ou se é procurado pela Justiça.
A Polícia Militar em Linhares informou que vai focar a atuação nos pequenos distritos, após a criação da Polícia do Interior e o recebimento de veículos com tração 4×4 para chegar às localidades de difícil acesso.
Casos crescem na época da colheita
Em São Mateus, os roubos e furtos em áreas rurais acontecem o ano todo, mas ganham intensidade na época de colheita. Diante da situação, o comandante do 13º Batalhão, coronel Marcos Assis Batista, afirmou que realiza o policiamento preventivo em locais estratégicos.
“Temos uma equipe no quilômetro 41 da estrada que liga São Mateus a Nova Venécia, região com muitas propriedades de plantio de café. Já em Jaguaré, há um cadastro de todos que trabalham na lavoura e com isso sabemos os antecedentes criminais dos funcionários”, disse.
Ainda de acordo com o coronel, a PM faz trabalhos de averiguação em ferros velhos, onde geralmente são vendidos os fios de cobre e outros materiais furtados nas propriedades.
Até gado e canos são furtados
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faes), Júlio da Silva Rocha Júnior, afirma que a ação de bandidos em propriedades rurais é um problema antigo. Ele destaca que, além do roubo às residências das famílias, há ainda o furto de materiais como bombas de irrigação, canos e fiação elétrica, sem contar o furto de gado e da produção.
Ainda de acordo com Júlio Rocha Júnior, uma medida a ser tomada pela polícia seria uma maior investigação sobre os receptadores dos materiais roubados e furtados. Para o presidente da Faes, uma vez presos os compradores, os autores dos crimes não teriam para quem vender o material, o que reduziria a criminalidade.
A Gazeta
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