A oferta do herbicida glifosato proveniente da China deve continuar ampla e o preço, baixo, a julgar pela grande capacidade ociosa da indústria do país e pela consolidação que o governo local está incentivando no mercado doméstico, a fim de reduzir custos. No Brasil, o glifosato chinês paga uma sobretaxa de, no máximo, US$ 2,52 por quilo que entra no país, a um preço menor que US$ 3,60 o quilo. Ainda assim, o produto chega mais barato que o similar nacional. O glifosato é um usado em várias culturas, especialmente a soja.
De acordo com o gerente da Zhejiang Xinan Chemical Industries (Wynca), Qin Dawei, o maior fabricante do herbicida da China, a capacidade da indústria chinesa aumentou de 200 mil toneladas em 2006 para 720 mil toneladas por ano em 2010. A produção, de fato, dobrou no período, de 160 mil para 320 mil toneladas. Para se ter uma ideia do que isso representa, a demanda mundial pelo produto é calculada em 550 mil toneladas por ano. A China demanda 40 mil toneladas.
Já as exportações chinesas de glifosato subiram de 58 mil para 218 mil toneladas naquele período de cinco anos. Os Estados Unidos são o maior mercado para o glifosato chinês, com 64.112 toneladas importadas em 2010. A Argentina aparece em segundo lugar, com 49.024 toneladas, e o Brasil em terceiro, com 38.582 toneladas.
– O crescimento do consumo nos EUA está desacelerando. Por isso, apostamos nos mercados do Sudeste Asiático e da América do Sul – afirmou Qin, que participou nesta quinta, dia 4, do 4º Agrochem Show, rodada de negócios entre empresários brasileiros e chineses do setor, realizada em São Paulo.
Os preços do glifosato recuaram de forma expressiva no mercado internacional desde 2008. Naquele ano, o quilo do produto chegou a US$ 14,50.
– O pico ocorreu logo depois das Olimpíadas de Pequim – lembra Flavio Hirata, da consultoria AllierBrasil, que faz a intermediação entre as empresas chinesas e o mercado brasileiro.
O valor do produto chegou a US$ 2,75 e hoje está um pouco acima, em US$ 3,25.
Agência Estado
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