O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca (Seag), assina nesta terça-feira (12), às 16 horas, no Palácio Anchieta, os convênios de cooperação técnica para implantação de linhas de crédito destinadas à pecuária. O financiamento, da ordem de R$ 80 milhões, será desenvolvido pelo Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
Sob a coordenação da Seag e acompanhamento técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica, e Extensão Rural (Incaper), os convênios têm como objetivo a melhoria das condições de suplementação alimentar do rebanho, em períodos de estiagem, como parte do Programa Estadual de Convivência com a Seca.
O convênio com o BNB irá beneficiar somente os 28 municípios do Norte do Estado que fazem parte da área de influência da Sudene, já os outros bancos beneficiarão os pecuaristas de todo o Estado.
As linhas de crédito serão utilizadas para a formação de capineira de cana-de-açúcar ou de outra fonte de suplementação alimentar para o gado tecnicamente recomendável para cada região (feno, silagem, etc.) Os convênios terão prazo de vigência de até quatro anos.
A solenidade de assinatura contará com a presença do governador do Estado em exercício, Ricardo Ferraço, do secretário de Estado da Agricultura, César Colnago, entre outras autoridades.
Programa Estadual de Convivência com a Seca
O programa de enfrentamento às estiagens prolongadas do Espírito Santo prevê, basicamente, ações que buscam caminhos para reverter as tendências crescentes de escassez hídrica, com o desenvolvimento de atividades de construção de infra-estrutura hídrica, recuperação, conservação e manejo adequado dos recursos naturais (água, solo, floresta), com estímulos ao uso de tecnologias adaptadas às condições naturais para amenizar os efeitos danosos e cíclicos das adversidades climáticas.
Destaque também para: implantação de um programa de produção de leite a pasto; avanço em medidas de sanidade que asseguram o controle de ecto e endoparasitas e das principais doenças dos animais; investimentos em melhoramento genético; construção de barragens; adequação gradativa nos sistemas de irrigação; desenvolvimento de programa florestal que integra setores público e privado; promoção de gestões junto aos agentes financeiros.

