RenovaBio é apresentado como PL na Câmara dos Deputados

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O projeto que cria a política nacional de biocombustíveis, o RenovaBio, foi apresentado na Câmara dos Deputados, pelo deputado federal Evandro Gussi (PV/SP), presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio), na última terça-feira, 14 de novembro, como projeto de lei – PL nº 9086/2017.

Segundo o deputado, o RenovaBio irá contribuir decisivamente para o país aumentar a produção de biocombustíveis limpos, que ajudarão o país no atendimento das metas de descarbonização assumidas internacionalmente, além de proporcionar a geração de renda, emprego e incentivo à industrialização no país, com base em uma matriz energética mais limpa.

Neste sentido, no PL constam metas para o aumento do uso de biocombustíveis no país. Há a previsão da adição de 15% de biodiesel ao diesel até 2022 e o aumento da taxa de adição para 20% até janeiro de 2030. Já a adição obrigatória de etanol anidro à gasolina que é vendida ao consumidor será, conforme o projeto, de 30% até janeiro de 2022 e 40%, até janeiro de 2030.

O anúncio da criação do RenovaBio foi feito também pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, juntamente com superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, durante evento no Espaço Brasil da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP23).

O Programa RenovaBio foi lançado em dezembro de 2016 e transitou por um prazo de consulta pública, onde vários atores puderam apresentar contribuições. Foi, portanto, objeto de extensas discussões em todos os meios, no governo, parlamento, entre os setores empresariais, científicos e também da sociedade. Tem o objetivo de ampliar a participação dos biocombustíveis de maneira sinérgica com o crescimento do mercado e alinhada com os compromissos assumidos pelo Brasil na COP 23.

O Projeto de Lei deverá ir à votação em 90 dias na Câmara, por ter sido protocolado em regime de urgência.

RenovaBio

O RenovaBio uma política de Estado para promover a descarbonização do transporte, alinhado com os compromissos que o Brasil assumiu mundialmente na Conferência do Clima. O objetivo é valoração dos biocombustíveis, como biodiesel, bioquerosene, etanol e biogás. Inclui metas de uso desses produtos e negociações de créditos de descarbonização (CBios), semelhante ao modelo que é utilizado nos Estados Unidos.

Para Marília Folegatti, a aposta do Programa, quando promove o aumento do uso de biocombustíveis renováveis, em um modelo sustentável, se comporta como o principal programa que vai permitir ao País cumprir as metas previstas no acordo do clima. “ Sem a introdução dos biocombustíveis na matriz energética do Brasil, não atingiríamos as metas acordadas com outras alternativas para outros setores. ”

A pesquisadora alertou para o fato do Brasil ainda ser importador de biocombustíveis e combustíveis fósseis, empregando divisas que irão gerar emprega e renda nos países exportadores. “ Temos potencial de aumentar a produção dos nossos biocombustíveis para equalizar a nossa demanda energética interna e ainda exportarmos o excedente e assim, acredito que o Programa RenovaBio chega em boa hora, o momento ideal para um programa de governo que poderá reverter todo o quadro atual, com a geração de ativos sociais, econômicos e ambientais no País, ” previu ela.

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