Coluna 4.0 no Campo – DuAgro, uma fintech focada no agronegócio, com Fernanda Mello

1

Por Octaciano Neto, com conteúdos diários que tratam sobre temas atuais do agronegócio

08/07

Recentemente, a A XP Inc lançou a DuAgro, em parceria com a scuritizadora Vert, mirando o segmento de crédito para produtores rurais brasileiros. Em comunicado, afirmou que “A DuAgro é uma plataforma integrada que utiliza tecnologia para financiar a compra de insumos agrícolas. O foco está nos pequenos e médios produtores”.

Conversei com Fernanda Mello, CEO da DuAgro. A DuAgro é uma plataforma de crédito que financia a compra de insumos agrícolas. Para indústria e distribuidores, é uma nova modalidade de venda. Para produtores, uma linha alternativa de crédito.

Em recente entrevista, Fernanda disse: “queremos usar a tecnologia, inteligência artificial, machine learning, para deixar essa análise mais precisa e, consequentemente, melhorar a taxa”.

Outra novidade é que a DuAgro não utilizará o dinheiro do Plano Safra, tradicional política pública de financiamento do agronegócio brasileiro. As soluções serão via mercado de capitais.

Confira abaixo a coluna de hoje (08/07):


07/07

No dia do lançamento da Orbia, Gerhard Bohne, presidente da divisão agrícola da Bayer disse: “Nosso objetivo é criar o marketplace mais famoso do agro brasileiro”.

Conversei com Ivan Moreno, CEO da Orbia, um marketplace que nasceu de uma joint venture em parceria com a Bravium, para combinar marketplace – plataforma, mediada por uma empresa, em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos – de fidelidade, commodities (produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade) e insumos.

O programa de coalizão já nasceu com um catálogo com mais de 700 produtos e serviços, além de uma base com 140 mil produtores engajados, o equivalente a 65% da área plantada no Brasil. Com os pontos acumulados, o produtor poderá receber de celulares e tablets até softwares, consultorias e análises laboratoriais; de aparelhos de TV e ferramentas até assessoria agronômica e de sustentabilidade, cursos e treinamentos, auditorias e certificações.

Confira abaixo a coluna de hoje (07/07):


06/07

Conversei com Vitor Monteiro, gerente agro da AMBEV. O diálogo girou em torno dos investimentos de impacto da Ambev na agricultura familiar no Maranhão, Ceará e Pernambuco.

Segundo o Insper, investimentos de impacto buscam resultado socioambiental mensurável, além de retorno financeiro.

Dentre diversas iniciativas de impacto da AMBEV, um dos projetos que mais me impressionam é a produção de cerveja a partir da mandioca da agricultura familiar nordestina.

São 3 cervejas neste contexto:

– Magnífica, uma cerveja exclusiva para os moradores do Maranhão.

– Nossa: produzida com a mandioca em propriedades de produtores rurais do entorno da cidade de Araripina, em Pernambuco;

– Legítima, produzida com a mandioca da Chapada do Araripe no Ceará.

Num Brasil aonde 70% dos nossos produtores rurais produzem apenas 4% do VBPA (valor bruto da produção agropecuária), ou seja, praticamente nada, faz muita diferença o que a Ambev faz, agregando valor para mais de 500 pequenos produtores rurais.

Confira abaixo a coluna de hoje (06/07):

 


03/07

A relevância que a sustentabilidade tem para o setor de floresta plantada é nativa a existência do próprio setor. A impressão que tenho é que foi um dos primeiros setores do nosso agronegócio a se conectar neste contexto de boas práticas ambientais dentre todos os outros.

Conversei com a Nathália Granato, coordenadora de sustentabilidade e assuntos florestais da IBA – Indústria Brasileira da Árvore. Dentre diversos pontos, a Natalia registrou que a pandemia acabou colocando em “evidência alguns produtos do setor, tais como: embalagens de delivery e remédios, além das máscaras.”

O setor é muito relevante para atendermos o Acordo de Paris. Segundo a IBA, o Brasil possui 7,83 milhões de hectares plantados de eucalipto, pinus e demais espécies para a produção de painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, produção energética e biomassa.

E mais 5,6 milhões de hectares de áreas naturais na forma de Áreas de Preservação Permanente (APPs), incluindo Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Isso significa que 42% das áreas destinadas ao plantio de floresta plantada fica como APPs, RLs e RPPNs. Muito relevante.

Confira abaixo a coluna de hoje (03/07):

 


02/07

No episódio de hoje conversei com o deputado federal Arnaldo Jardim, um líder importante da agricultura brasileira. Arnaldo foi um ótimo secretário de Agricultura de SP, presidente do Conselho de Secretários de Agricultura do Brasil e hoje coordena a Biocoalizão, que é união de várias frentes parlamentares de biocombustíveis na Câmara dos Deputados.

Conversamos sobre o setor de etanol no Brasil. Tão relevante e conectado com práticas ambientais demandas em todo o mundo, mas que parece que vive a expectativa de sempre ser o setor do futuro. Mas isso já dura mais de 40 anos.

O deputado deu uma aula sobre o RenovaBio, uma política nacional de biocombustíveis, em linha com os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris e que tem tudo pra ser a salvação da lavoura, ou seja, da indústria nacional de biocombustíveis e os milhares de empregos gerados.

Confira abaixo a coluna de hoje (02/07):


01/07

Conversei com Cleidson Dias, analista da Embrapa e responsável pela condução do Radar AgTech 2019, maior mapeamento do setor agro brasileiro já realizado, em parceria com a SP Ventures e a Homo Ludens.

No Censo 2017, apenas 9,2% das propriedades rurais brasileira foram responsáveis por 85,1% do valor bruto da produção agropecuária. É uma elevadíssima concentração.

Em nosso papo, o Cleidson deu a opinião dele sobre o papel que as Agtechs brasileiras darão neste contexto de concentração produtiva. E também na agenda ambiental, tão relevante no mundo atual.

Confira abaixo a coluna de hoje (01/07):


30/06

A Champion foi fundada em 1959, pelo Professor Uriel Franco da Rocha, uma das maiores autoridades mundiais em Parasitologia Animal. Conquistou um lugar de destaque no mercado e reconhecimento na forma de prêmios por oferecer soluções inovadoras e exclusivas.

Conversei com André Rocha, que lidera a operação da Champion nos EUA e de lá para mais 14 países. Ele contou a história do nascimento da Champion Saúde Animal, que nasceu de uma spin-off da pesquisa do professor Uriel, seu avô, dentro da USP.

Também conversamos sobre o mercado do boi verde, ou Grass Fed nos Estados Unidos. É um nicho ou vai dominar o mercado mundial?

Confira abaixo a coluna de hoje (30):

 


29/06

Conversei com o professor Tavvs Alves do Instituto Federal Goiano, de Rio Verde – GO, sobre Inteligência Artificial e o uso drone na agricultura. Ele acredita que o uso de drones irá revolucionar a agricultura brasileira, através da forma de coletar dados de forma individual (por planta).

Tavvs acredita que “precisamos avançar na forma de interpretar das imagens e coletar os dados”, mas alerta: “não é fácil pilotar drone. Precisa de treinamento”. Outro ponto de cuidado: não existe software de interpretação de dados para todas as culturas. “Ainda é muito concentrado na soja e no algodão”, segundo o professor Tavvs.

A engenheira agrônoma Ana Lígia Giraldelli, acredita que “os drones evoluíram muito em poucos anos e passaram a contribuir em áreas que antes nem se cogitava sua presença, como na agricultura. Hoje eles estão mais acessíveis e podem contribuir muito nas lavouras, auxiliando a gestão e permitindo até mesmo aumento da produtividade das culturas.”

Confira abaixo a coluna de hoje (29):


26/06

A sociedade já sinalizava mudança de comportamento no consumo de produtos (alimentos, fibras e energia) antes da pandemia. Agora, haverá uma aceleração desta mudança. Questões como a origem do produto, práticas ambientais adequadas, a relação da empresa produtora com os seus próprios trabalhadores e até mesmo o posicionamento da empresa em questões sociais importantes farão parte da decisão de compra de cada um de nós.

Em geral, vejo pequenas empresas trabalhando em nichos específicos. Não é fácil ver uma gigante praticando valores sustentáveis e olhando para o futuro. E isso a Suzano faz muito bem. E se tornou protagonista neste no mundo representado pela bioeconomia.

Conversei com Fernando Bertolucci, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Suzano. O Fernando é referência mundial em inovação e sustentabilidade. Ele crava um termo que todos deveriam refletir: ambidestria organizacional. A Suzano faz isso: produz hoje e pensa no futuro que existe pela frente. A bioestratégia da Suzano desenvolve pesquisas em 5 grandes áreas: bio-óleo, celulose solúvel, nanocelulose, lignina e biocompósitos (substitutos para os plásticos atuais).

Em 2023, segundo a United Nations Alliance for Sustainable Fashion, 7,5% da produção de têxteis virão de fibras de madeira. É um novo mundo.

Confira abaixo a coluna de hoje (26):

 


24/06

Conversei com Vitor Alves da NA Agropecuária. Ele representa o novo esteriótipo do produtor rural brasileiro: jovem, tecnológico, digital, conectados nas cadeias globais de produção e focado em gestão.

Vitor Alves e Nilson Alves, seu pai, conseguiram quebrar diversos paradigmas: tanto da sucessão familiar, como no processo de modernização tecnológica de uma fazenda de pecuária de corte, que em geral utiliza pouquíssima tecnologia entre todas as atividades agropecuárias do Brasil.

O Vitor é daqueles que acredita que em toda empresa, seja rural ou urbana, a informação e a confiabilidade dos dados é fundamental para o sucesso empresarial. E isso acelerou o processo de digitalização da NA Agropecuária, que utiliza ferramentas, produtos e suporte téçnico da Prodap, MSD/Tortuga e Boehringer Ingelheim.

Confira abaixo a coluna de hoje (24):

 


23/06

Conversei com Xico Graziano, engenheiro agrônomo, doutor em administração pela FGV e uma das principais vozes em defesa do agronegócio brasileiro nas últimas décadas. Xico foi deputado federal, secretário de Estado de Agricultura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. É um defensor do agroambientalismo, do avanço tecnológico e da democracia.

Conversamos sobre as narrativas que atrapalham a imagem do agronegócio no Brasil e no mundo e a necessidade do setor como um todo investir mais na agenda da comunicação. A agricultura não tem sido capaz de passar a imagem do que faz de muito bom e ainda sobrevive uma imagem do passado rural brasileiro.

Confira abaixo a coluna de hoje (23):


22/06

Conversei com Mariana Bonora, fundadora e CEO da Bart Digital, empresa criada para trazer agilidade, transparência e inovação nas operações de financiamento agrícola e tem a missão de conectar o financiamento agrícola à economia digital.

É uma enorme transformação no mercado de financiamento agrícola. Reduz tempo, gera muito valor para todos os lados. É a primeira solução que integra produtores, revendas, indústria e tradings.

Como exemplo, a Patrícia Ambrósio, gerente sênior de Operações de Negócios da BASF, empresa iniciou a emissão de e-CPR em 2020 para realização de barter em parceria com a BART Digital, descreveu assim o novo momento: “Com a cédula eletrônica, oferecemos mais praticidade aos agricultores, sem abrir mão da segurança. Buscamos sempre oferecer a melhor experiência para os nossos clientes. Como o volume de operações de barter vem crescendo, a e-CPR deve nos ajudar a atender os agricultores com mais agilidade”.

Confira abaixo a coluna de hoje (22):


19/06

Conversei com José Carlos da Fonseca Júnior, diretor executivo da Indústria Brasileiro da Árvore.

“Haverá uma nova escalada dos padrões exigidos em todo o mundo. O conceito dos 3S ficarão ainda mais fortes: saúde (consumidor), sustentabilidade e sanidade”, segundo Zé Carlinhos.

Muito do que o mundo exige hoje, nasceu na Rio92. Isso tudo é muito novo. Falamos sobre certificação, rastreabilidade, origem garantida, práticas ambientais e sociais exigidas.

O diplomata José Carlos relatou ainda o fortalecimento na Europa da estratégia “The Farm to Fork”, que visa tornar os sistemas alimentares justos, saudáveis ​​e ecológicos.

Confira abaixo a coluna de hoje (19):

 


18/06

Conversei com o professor João Batista Pavesi, do Instituto Federal do ES, campus Alegre – ES. Além de professor, o Pavesi é produtor rural e orientador da Caparaó Jr, uma empresa júnior formada por alunos do Curso Superior de Tecnologia em Cafeicultura do IFES Alegre.

Conversamos sobre as iniciativas que transformaram a cafeicultura no Caparaó e o sucesso dos cafés de Pedra Menina, município de Dores do Rio Preto (ES), nos concursos nacionais de café e nas feiras nacionais e internacionais.

A Secretaria Estadual de Turismo do ES define a parte capixaba do Caparaó como “Ideal para a prática do turismo de aventura, do ecoturismo e do agroturismo, a Região do Caparaó é formada por dez municípios que ficam no entorno do Parque Nacional do Caparaó. A região tem parte da Serra do Mar e da Mantiqueira, o Pico da Bandeira, terceiro mais alto do Brasil, e o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça. O Parque Nacional e seu entorno encantam por suas belezas naturais, bucolismo, misticismo, gastronomia, cultura e história”.

Confira abaixo a coluna de hoje (18):


17/06

Conversei com Rodrigo Miranda, fundador e CEO da SHIPP, um dos primeiros super apps do Brasil, em linha com a idéia de delivery de tudo. Conversamos sobre as oportunidades que o produtor rural e a agroindústria podem ter neste canal de vendas direto para o consumidor final.

Um estudo feito pela Corebiz, empresa de inteligência para marcas do varejo, mostra que as vendas online no segmento alimentício cresceram 330% em março no comparativo com o mês de fevereiro. No Mercado Livre, a busca na categoria de consumo de alimentos teve alta de 164% na demanda.

Existem muitas oportunidades. A bola da vez no Brasil é a venda de alimentos por plataformas e aplicativos.

Confira abaixo a coluna de hoje (17):

 


16/06

Conversei com Jorge Cajazeira, presidente mundial da ISO para Florestas Sustentáveis e ex-diretor de certificações e relações institucionais da Suzano Papel e Celulose.

A pandemia do COVID19 teria surgido dentro do mercado municipal de Wuhan, na China, em função de consumo inadequado de proteína animal. Isso fará com que o origem dos produtos agropecuários seja ainda mais relevante neste novo mundo que surgirá nos próximos meses. E neste contexto, as certificações, que podem ser entendidas como um processo no qual uma entidade independente (3ª parte) avalia se determinado produto atende às normas técnicas, ganharão muita força.

Cajazeira nos conta a origem da prática de certificação e como ele compreende o crescimento das certificações no mundo pós-pandemia.

Confira abaixo a coluna de hoje (16):

 


15/06

Conversei com João Cruz Reis Filho, diretor técnico do SEBRAE – MG, servidor público com uma longa carreira de serviços prestados ao agronegócio brasileiro.

Segundo o site Direto de Minas, “existem relatos da existência, e produção, de queijo artesanal em Minas Gerais a partir do século XVIII, em diversas regiões do Estado. Como todo queijo artesanal feito no Brasil, os queijos de Minas Gerais vêm da tradição portuguesa. O queijo servia para a alimentação das famílias locais e também era vendido para outras regiões através dos tropeiros. Sua importância econômica para milhares de famílias é inegável, mesmo porque, na sua maioria, representa hoje sua única fonte de renda.”

O Iphan e o Ministério da Cultura consideram o queijo artesanal de Minas um patrimônio cultural do Brasil.

Serro, Canastra, Alto Paranaíba (serra do Salitre ou do Cerrado), Araxá e serras do sul de Minas são micro-regiões onde se estabelecem e se edificam em dinâmica tradição os modos de fazer de um queijo reconhecido mundialmente como “artesanal tipo Minas”. Ele se elabora a partir de leite cru, de uma tradição familiar e de uma economia local que o associa à atividade fundamental da fazenda mineira típica. É o queijo Minas que, a despeito de ter gerado formas industriais de fatura em todo o Estado, não perdeu a força de sua tradição artesanal e não deixou de ser importante, cultural e economicamente, em seu modo de fazer original.

Confira abaixo a coluna de hoje (15):

 


12/06

Conversei com Ton Lugarini, um dos líderes da IG da Erva-Mate, uma das indicações geográficas de maior sucesso no Brasil. Fica em São Mateus do Sul, no Paraná. A região, uma das maiores produtoras do mundo, possui condições peculiares para o desenvolvimento e manutenção da planta, o que acaba oferecendo tipicidade à erva-mate desta região.

Um dos pontos principais observados é que, a erva-mate só mantém a qualidade e notoriedade reconhecida quando é cultivada de forma sombreada por mata nativa como a Araucária, Imbuia e Cedro. Essa integração garante a preservação do remanescente de Mata Atlântica de forma sustentável, tornando essas áreas viáveis para que produtores permaneçam no campo mantendo sua cultura e diferencial.

Confira abaixo a coluna de hoje (12):

 


11/06

Conversei com Patricia Machado, coordenadora de sustentabilidade e bioeconomia da IBA – indústria brasileira da árvore. A transformação do atual modelo econômico de desenvolvimento – baseado tanto na utilização de fontes fósseis (petróleo, gás e carvão), quanto na degradação do meio ambiente é um dos principais desafios globais.

A bioeconomia dá uma saída para este desafio e cria um novo paradigma de desenvolvimento. Seu conceito é amplo: uma atividade econômica que reúne setores que produzem e utilizam recursos biológicos.

Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), a bioeconomia movimenta no mercado mundial cerca de 2 trilhões de euros e gera 22 milhões de empregos.

O setor tem potencial de atrair US$ 400 milhões para o Brasil em investimentos nos próximos 20 anos e gerar mais de 200 mil empregos, de acordo com a Associação Brasileira de Bioinovação.

Confira abaixo a coluna de hoje (11):

 


10/06

Conversei com Anselmo Buss, consultor em agronegócio. Falamos sobre as IGs – indicações geográficas. Diferencial que valoriza as produções locais, as Indicações Geográficas (IGs), que se subdividem entre Indicação de Procedência e Denominação de Origem, deverão se multiplicar nos próximos anos. Conceito relativamente novo no Brasil, as IGs valorizam e protegem as características — do território ou da maneira de fazer — e agrega valor aos produtos tradicionais de diversas regiões.

No Brasil há 68 indicações geográficas. A União Européia tem 3500, sem o Reino Unido. No mundo são 10 mil indicações geográficas registadas. As IGs mais famosas são Champagne (França), Vinho Bordeaux (França) e o Vinho do Porto (Portugal).

Confira abaixo a coluna de hoje (10):

 


09/06

Nestlé Cocoa Plan, o programa mundial da Nestlé de fortalecimento da cacauicultura.

É um programa corporativo da Nestlé, que chegou ao Brasil em 2010, e hoje atua com 260 produtores no Espírito Santo, Bahia e Pará. Tem o viés em sustentabilidade, com algumas ênfases: melhorar a produtividade agrícola, tornar a cacauicultura atraentes para os jovens e aproximar o agricultor da indústria de chocolates.

O programa é tão importante para a gigante Nestlé, que no site corporativo do programa, em inglês, organizado pela Nestlé, está registrado: “mudanças reais não podem ser provocadas por uma organização ou empresa que trabalha isoladamente. É necessária colaboração. Nosso relatório analisa, pela primeira vez, a eficácia dos esforços do Nestlé Cocoa Plan e da International Cocoa Initiative (ICI) para enfrentar o problema do trabalho infantil”.

Há alguns requisitos para o produtor participar do programa, como a proibição de manter animais silvestres em cativeiro e respeitar as áreas de proteção permanente, protegendo nascentes e custos d’água. Os produtores recebem um prêmio de R$ 100 por tonelada de amêndoas comercializadas.

Confira abaixo a coluna de hoje (09):


08/06

É um sistema especialista, uma área da inteligência artificial, que simula o trabalho de um especialista. Nem sempre o produtor rural tem um especialista por perto em muitas vezes precisa de respostas rápidas.

O Uzum se propõe a apoiar extensionistas, consultores e técnicos em geral, bem como estudantes e produtores rurais no diagnóstico rápido de doenças, pragas e outros distúrbios fisiológicos de espécies frutíferas de forma simples, amigável e intuitiva. O sistema contempla as culturas da Uva, Maçã, Morango e Pêssego, e foi desenvolvido pela Embrapa Uva e Vinho, em parceria com a Embrapa Clima Temperado e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (Uzum-Uva).

No momento, o sistema cobre 53 distúrbios da uva, 22 da maçã, 23 do morango e 33 do pêssego.

Com um celular, o produtor vai a campo e compara problemas (distúrbios fisiológicos) nas frutíferas. O sistema apresenta fotografias que a pessoa vai comparando as fotografias com o que está acontecendo no campo. O sistema vai fazendo perguntas e o produtor de forma muito simples vai respondendo. E ao final, chega-se ao diagnóstico ou pelo menos numa direção.

Confira abaixo a coluna de hoje (08):


05/06

Conversei com Rodrigo Carvalho, fundador da Positive Brands, uma JV (Joint Venture) entre a empresa fundada pelos irmãos Felipe e Rodrigo Carvalho e o café 3 Corações. A Positive Brans é dona das marcas A Tal da Castanha e Jungle.

Eles fazem um lindo trabalho de valorização dos pequenos cajueiros do interior do Ceará.

Segundo a revista VEJA, há cinco anos o chamado leite vegetal era sinônimo de bebida feita de soja, hoje a variedade para quem dispensa o leite de vaca, tanto por princípios, quanto por causa de alergia ou intolerância, engordou nas prateleiras — e muito. Amêndoa, aveia, arroz, coco e a brasileira castanha de caju tornaram-se matéria-prima do líquido embalado em caixinhas longa vida.

O mercado de substitutos vegetais para leite e derivados vem crescendo no Brasil. Para a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), a demanda por alimentos vegetarianos e veganos é superior à oferta atual. O cenário brasileiro do momento é igual ao que já foi observado nos Estados Unidos.

De acordo com estimativas da associação, os produtos vegetarianos correspondem à maior parte do faturamento do segmento de produtos naturais, que chega a R$ 55 bilhões por ano. Empresários estimam ainda que o mercado vegano tenha crescido a uma taxa anual de 40%, nos últimos anos, em média.

“Leite de soja, queijo vegano, iogurte de amêndoas, manteiga de coco. O uso de expressões como essas deve ser proibido nas embalagens, rótulos e publicidade de alimentos no Brasil, segundo um projeto de lei apresentado pela então deputada federal e hoje ministra Tereza Cristina.

Segundo o jornal Gazeta do Povo, o Projeto de Lei 10556/2018, elaborado a pedido da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), pretende “evitar a grande confusão que permeia o mercado no que se refere à palavra ‘leite’, que vem sendo utilizada não apenas quando se trata do líquido branco alimentício que é segregado pelas mamas de fêmeas de mamíferos, mas em qualquer suco vegetal branco ou esbranquiçado”. O PL citado está na Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara dos Deputados.

Confira abaixo a coluna de hoje (05):


04/06

Conversei com o engenheiro agrícola Andres da Silva, fundador da empresa EACEA, uma empresa especializada em projetos de cultivo protegido de média e alta produtividade, que possui seu próprio Centro de Tecnologia e Treinamento, o projeto Horticunha, localizado, em Cunha (SP). Quais os benefícios de produção em estufa?

Conversamos ainda sobre agricultura urbana, hortas comunitárias, estufas, produção ao lado das grandes megalópoles do mundo como São Paulo, Nova York e Xangai.

O Andres fala também sobre sustentabilidade e o uso incorreto da expressão que muitas vezes acontece.

A Revista Dinheiro Rural registrou que alcançar bons ganhos em espaços reduzidos é um dos grandes desafios da agricultura familiar. Para quem não dispõe de muita área, conseguir extrair o máximo de cada palmo de terra é o que pode decidir entre o lucro e o prejuízo da propriedade. Nesse sentido, uma ferramenta que vem ajudando produtores a maximizar o uso de seu espaço é o cultivo em ambientes protegidos, as famosas estufas.

Confira abaixo a coluna de hoje (04):

 


03/06

“Uma enorme organização a partir do setor produtivo local, sobretudo da agricultura, com a preservação de tradição, cultura e valores”, assim o deputado federal Evair Vieira de Melo definiu a base da transformação que o agroturismo proporcionou em Venda Nova do Imigrante (ES). A coluna 4.0 no Campo trás hoje a visão do deputado Evair de Melo, que é morador de Venda Nova do Imigrante.

O agroturismo é a maior riqueza de Venda Nova do Imigrante. Em 2006, a cidade ganhou o título de capital nacional do agroturismo pelas mãos da Associação Brasileira de Turismo Rural.

O Tiago dos Reis do portal Rotas Capixabas garante: “Hoje, quem visita Venda Nova tem inúmeras opções de imersão no agroturismo. Você pode lotar a sua despensa com produtos caseiros como queijos, vinhos, biscoitos, pães, massas, doces e antepastos, nas várias lojinhas espalhadas pela cidade. Pode conhecer orquidários, plantações de flores e visitar lavouras de hortifruti como morango, goiaba, uva e lichia, nos quais você pode colher a fruta e comer ali mesmo. Pode apreciar ou comprar o café plantado e colhido na região nas inúmeras fazendas de produtores que abrem suas portas para visitantes. Pode visitar alambiques e experimentar cachaças. E pode conhecer e levar pra casa o famoso socol, embutido a base de carne de porco, que foi trazido pelos imigrantes italianos e, depois, completamente adaptado nas cozinhas de Venda Nova.”

Confira abaixo a coluna de hoje (03):

 


02/06

Cledson Dias, da Embrapa, é responsável pela Radar Agtech Brasil 2019.

O Radar Agtech Brasil 2019 teve o objetivo de oferecer uma base de dados importante para empreendedores, empresas do setor, investidores e gestores de políticas públicas. O estudo foi uma realização da Embrapa, da SP Ventures e da consultoria Homo Ludens.

Segundo a Startagro, o dado mais impressionante do levantamento é a quantidade de startups analisadas. São mais de 1100 empresas, número muito maior do que qualquer outro estudo do tipo mostrou até agora. O resultado se deve a dois fatores: ao escopo maior da pesquisa e ao amadurecimento do ecossistema. As startups foram divididas em três categorias: antes da fazenda (197 empresas), dentro da fazenda (398) e depois da fazenda (grupo com 530 empresas).

Um aspecto que chamou a atenção inclusive dos pesquisadores foi a força do ecossistema da capital paulista. A cidade tem 262 startups, ou 23% do total. A segunda cidade a aparecer no ranking é Piracicaba, no interior paulista, importante hub de inovação no agro, com 41 empresas.

Confira abaixo a coluna de hoje (02):


01/06

Roberto é coordenador e professor do centro de agronegócios da FGV. Foi ministro da Agricultura e teve uma infinidade de funções de destaque.

Sobre a China, registrou que no ano 2000, nosso agronegócio exportou US$ 20 bilhões, e a China comprou 2,7% desse montante. Em 2019, o agro exportou US$ 97 bilhões, e a China ficou com 34% disso.

Na entrevista a Coluna 4.0 no Campo, analisou ainda como o Brasil pode ser beneficiar no mercado mundial por ter uma área de sanidade bem estruturada. Diz que a régua estava muito baixa em todo mundo.

E defende que o governo federal deve liderar as negociações para abrir mercados para o agronegócio.

Confira abaixo a coluna de hoje (01):


29/05

A China realizou a sétima edição de sua conferência sobre as perspectivas agrícolas para o país, projetando suas necessidades para os próximos dez anos. O encontro, transmitido ao vivo devido à pandemia de coronavírus, produziu o relatório China Agricultural Outlook 2020-2029, que mantém o país asiático como o maior importador de alimentos do mundo ao longo da próxima década.

Conversei com José Mário Antunes, diretor da Agência InvestSP na China. A InvestSP é a única representação de um Estado brasileiro na China, que é o nosso principal comprador do agronegócio brasileiro. Somente em 2020, a China já comprou quase 40% de tudo que exportamos no agro. Em 2000, havia comprado 2,7%.

Segundo a revista Dinheiro Rural, “para alimentar sua população de 1,39 bilhão de habitantes, a China será por muito tempo dependente e talvez nunca venha a ser autossuficiente em alimentos básicos. O país possui cerca de 120,2 milhões de terras agricultáveis, divididas em aproximadamente 200 milhões de propriedades. Há grandes fazendas produzindo grãos e carnes com alta tecnologia, mas a maior parte delas, cerca de 90%, possuem, em média, um hectare de cultivo”.

Anderson Galvão, da consultoria Céleres, disse recentemente: “A China não quer apenas a produção, ela trabalha para estar na cadeia de suprimentos e isso muda a perspectiva no médio e longo prazo.” Não por acaso, os chineses compraram empresas de ponta em seus setores de atuação, como a de agroquímicos Syngenta e a de sementes Nidera.

Confira abaixo a coluna de hoje (29):


28/05

A coluna 4.0 no Campo teve a participação de Felipe Z, titular da coluna Copy From China no portal UOL. Ele nos relatou sobre o crescimento do e-commerce na China, a forte urbanização ocorrida nas últimas duas décadas e ainda contou um pouco da Agtech chinesa XAG, que já vale US$ 4,2 bilhões.

Segundo o Felipe em sua coluna no UOL, “a entrada nas vendas online acompanha uma série de transformações tecnológicas que tem impactado a vida no campo chinês, que registra o maior êxodo rural da história. Estima-se que só nas últimas três décadas, 400 milhões de pessoas tenham deixado o campo para viver nas novas grandes cidades, como Shenzhen.”

Compreender a evolução do varejo chinês é uma necessidade para executivos de mercados emergentes como o Brasil. Em que pesem as diferenças culturais, vale a pena se debruçar sobre as lições e a forma pela qual os chineses adotam tecnologias que facilitam a vida dos clientes e incrementam a qualidade da experiência. O “novo varejo” não é apenas uma expressão. É uma maneira de pensar e de fazer o negócio para adicionar valor ao cliente e aos acionistas, nos conta o portal Consumidor Moderno.

Confira abaixo a coluna de hoje (28):

 


27/05

A disputa comercial entre a China e os EUA já está beneficiando o agronegócio brasileiro, acredita o economista José Roberto Mendonça de Barros.

Diz ainda: “a importância do suprimento não americano vai se consolidar cada vez mais no mercado chinês, e não falamos apenas de soja, mas de carnes e outros produtos também”. “Sem a China, o agronegócio brasileiro seria importante, mas não seria tão grande como é”.

Conversamos sobre esses e outros temas sobre a relação entre o agronegócio brasileiro e a China. Falamos sobre o desafio de levar a marca do agronegócio para as gôndolas chinesas, o interesse dos consumidores no mundo querem saber as origens do que estão comprando, rastreabilidade e a oportunidade do Brasil pra vender o “Boi Verde”, que ninguém no mundo consegue com a nossa competitividade e volume.

Confira abaixo a coluna de hoje (27):


26/05

Os consumidores chineses fizeram a opção clara de comprar online no auge da crise do Coronavirus na China (janeiro e fevereiro), segundo a Dra Renata Thiébaut.

O Hema é o supermercado futurista do gigante ALIBABA (avaliado em mais de US$ 500 bilhões). É mais ou menos um protótipo de como a Alibaba prevê o varejo no futuro. Como exemplo, a Dra Renata nos contou que a venda de carne cresceu 284% (ONLINE) entre janeiro/20 e fevereiro/20 comparado com dezembro/19. Os consumidores optaram por comprar online, principalmente os alimentos.

Em 2019, as vendas de varejo online da China atingiu US$ 1.552 bilhão, um aumento de 16,5% em relação ao ano anterior. Entre eles, as vendas online de bens físicos aumentaram 19,5%, representando 20,7% do total das vendas de bens sociais de consumo; os aumentos em as vendas de varejo de bens físicos, alimentos, roupas e outros bens de consumo online foram de 30,9%, 15,4% e 19,8%, respectivamente.

Confira abaixo a coluna de hoje (26):

 


22/05

No episódio de hoje, o tema é: “Café Fazenda Venturim”, com Lucas Venturim, produtor rural.

Da quinta geração da família Sr Amadeo Venturim, Lucas, produtor rural em São Domingos do Norte (ES) e idealizador ao lado do seu pai e seis irmãos da marca Café Fazenda Venturim. E o mais interessante: entraram no mercado de cafés especiais com o café conilon (robusta). Tradicionalmente, o mercado de cafés especiais é com café arábica.

Lucas falou sobre canais de comercialização (varejo, ecommerce, cafeterias, internacional, etc), microfones, empreendedorismo e legado.

Confira abaixo a coluna de hoje (22):

 


21/05

No episódio de hoje, o tema é: “Cacau, indicação geográfica e o mercado de chocolates”, com Maurinho Rossoni, engenheiro agrônomo.

Maurinho é engenheiro agrônomo formado pela UFV, já atuou como secretário de agricultura de Linhares (ES) e foi diretor técnico do INCAPER. Atuou como presidente da ACAU até o final de abril. Produtor rural, especialista no agronegócio cacau.

A conversa foi sobre o mercado de chocolate gourmet, terroir, indicação geográfica e denominação de origem.

Confira abaixo a coluna de hoje (21):

 


20/05

No episódio de hoje, o tema é: “Empreendedorismo e rastreabilidade fortalecem a fruticultura. O exemplo dos exportadores de mamão”, com Rodrigo Martins, produtor e exportador de mamão.

Rodrigo Martins é produtor, exportador de mamão papaya e proprietário da empresa UGBP. Também é diretor da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (BRAPEX).

A conversa foi sobre empreendedorismo, marketing, rastreabilidade, uso de produtos biológicos e também sobre os impactos da crise no setor, sobretudo pela dificuldade de aviões na rota Brasil – Europa e Brasil – EUA. Apenas 2% do nosso mamão é exportado, mas é fundamental nas receitas das empresas e dos produtores.

Confira abaixo a coluna de hoje (20):


19/05

No episódio de hoje, o tema é: “Como ficará a extensão rural no Brasil?”, com Zander Navarro, pesquisador da Embrapa.

Zander fala sobre as mudanças que teremos na extensão rural (pública) e na assistência técnica na vida dos produtores. Ele também responde como as Agtechs irão impactar os produtores rurais.

Confira abaixo a coluna de hoje (19):

 


18/05

No episódio de hoje, o tema é: “Já pensou em se conectar com a BRF?”, com Beatriz Benedetti, gerente executiva de inovação da BRF.

A BRF é a maior exportadora global de frango do mundo, possui marcas icônicas como Sadia, Perdigão e Qualy.

Você sabia que a BRF criou um HUB de inovação? É uma plataforma de inovação aberta. E você pode se conectar. Você que tem uma startup (procurando testar e acelerar a sua tecnologia), uma pesquisa acadêmica (aplicada à indústria de alimentos) ou mesmo proprietário de uma empresa (desejando escala o seu negócio) pode se associar a BRF.

A BRF acredita no relacionamento próximo entre empresas (maduras ou startups) e pesquisadores. O BRFHUB nasceu e existe para unir novos agentes inovadores com o mesmo propósito.

Confira abaixo a coluna de hoje (18):

 


15/05

No episódio de hoje, o tema é: “Novos canais de venda, carne gourmet e private label”, com Marcos Coutinho.

Marcos Coutinho é da 2ª geração controladora da FRISA, um dos maiores frigoríficos do Brasil, com mais de 3000 funcionários e exportação para 60 países. A Frisa possui 3 unidades de abate e desossa: Colatina (ES), Nanuque (MG) e Teixeira de Freitas (BA).

A conversa foi sobre canais de venda. Os gigantes também estão buscando diversificar os canais de venda, sobre o mercado de carnes gourmet e private label (marca própria). Marcos acredita no crescimento da venda online. A FRISA fez uma parceria com a startup de entregas e vendas SHIPP.

Confira abaixo a coluna de hoje (15):

 


13/05

No episódio de hoje, o tema é: “O mercado de cafés especiais“, com Marcus Magalhães.

Marcus Magalhães é um dos maiores especialistas em cafés de qualidade do Brasil. Marcus é um comunicador, tem blog, dezenas de grupos de WhatsApp, programa na TV e é dono da marca de café que leva o seu nome.

De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), o Brasil é o segundo maior consumidor mundial da bebida, logo atrás dos Estados Unidos, que possui 14% da demanda mundial. Nosso país representa 13% dessa demanda, com 21 milhões de sacas ao ano. Entre 2017 e 2018 houve um crescimento de 4,8% no consumo, comparado com período anterior. A projeção é que haja um crescimento de 3,5% ao ano até 2021.

No Brasil, o consumo anual de café premium gira em torno de 70 mil toneladas, o que representa de 5% a 10% do consumo total no setor. Esse consumo cresce 15% ao ano, enquanto o de café tradicional aumenta 3,5% ao ano.

Confira abaixo a coluna de hoje (13):

 


12/05

No episódio de hoje, o tema é a “Agricultura Orgânica“, com Rodrigo Medeiros.

Rodrigo é fundador e CEO do Clube Orgânico BR, uma startup que entrega cesta de produtos em casa na cidade do Rio de Janeiro e recentemente começou a fornecer para o supermercado Zona Sul, um dos principais supermercados do Brasil. O ator Marcos Palmeira é embaixador do Clube Orgânico.

O Brasil está se consolidando como um grande produtor de alimentos orgânicos. Já são, aproximadamente, 17 mil propriedades certificadas em todas as unidades da federação. A maior parte da produção é oriunda de pequenos produtores, segundo o Sebrae nacional.

Confira abaixo a coluna de hoje (12):


11/05

No episódio de hoje, o tema é a “A importância da rastreabilidade e da certificação no mundo pós COVID 19“, com Fábio Medeiros.

Fábio Medeiros é médico veterinário formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atual superintendente da Cooperaliança, importante cooperativa do Paraná.

Hoje, o Brasil exporta carne certificada da raça Angus. Isso representa um enorme valor agregado, relação de confiança no protocolo e valorização da carne gourmet brasileira. O colunista Octaciano Neto conversou com Fábio sobre rastreabilidade e novos canais de venda da agroindústria brasileira.

Confira abaixo a coluna de hoje (11):


07/05

No episódio de hoje, o tema é a “Agtech Garage, o maior hub de inovação no agronegócio da América Latina“, com Marcelo Carvalho.

As iniciativas do AgTech Garage promovem a conexão entre grandes empresas, startups, produtores, investidores, academia, entre outros atores do ecossistema de inovação e empreendedorismo do Agro, para desenvolver soluções tecnológicas que aumentem a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro.

Confira abaixo a coluna de hoje (07):


06/05

No episódio de hoje, o tema é a “Agrotools: conectando territórios e negócios“, com Breno Felix.

As soluções digitais Agrotools se baseiam em uma plataforma geográfica proprietária, desenvolvida exclusivamente para o agronegócio. A tecnologia brasileira, aliada a um dos maiores bancos de dados do agronegócio mundial e a uma ampla equipe multidisciplinar altamente qualificada para interpretá-los, oferece poderosos insights de negócios e gestão.

Confira abaixo a coluna de hoje (06):


05/05

No episódio de hoje, o tema é a “Startup Olho do Dono“, com Pedro Coutinho.

A Agtech capixaba Olho do Dono tem ganhado cada vez mais fama no Brasil e no mundo, conquistando mais e mais títulos e clientes por facilitar a vida dos produtores rurais com uma atividade essencial para aumentar a produtividade e lucrativa da pecuaria: a pesagem de bovinos.

Confira abaixo a coluna de hoje (05):


04/05

O Portal Campo Vivo estreia hoje (04) a coluna “4.0 no Campo” com Octaciano Neto, que foi secretário de Agricultura do Espirito Santo (ES) entre 2015 e 2018, presidente do Conselho de Secretários de Agricultura do Brasil (Conseagri) em 2017.

A coluna 4.0 no Campo terá conteúdos diários, que tratarão sobre as três dimensões dos avanços tecnológicos que são desenvolvidos no agro: antes, dentro e depois da fazenda.

No episódio de estreia, o tema é “Marketplace de café de Barter”, com o produtor rural Eduardo Bortolini.

Confira abaixo a coluna de hoje (04):

Redação Campo Vivo

Compartilhar:

1 comentário

  1. Parabéns pela excelente entrevista ao agrônomo da Embrapa sobre a extensão rural no Brasil, principalmente no setor publico. Aqui no Espirito Santo creio que já diminui bastante, mas de 60 %, pois a agilidade da assistência pelas empresas é muito grande e mais eficiente, e o governo e o pessoal da extensão ficou para trás infelizmente, mas o quadro tem que mudar e vai mudar mais ainda, inclusive daqui alguns anos a Secretaria de Agricultura do Estado, vai ser apenas uma casa figurativa, assim como as empresas relacionadas a agricultura e assistência publica, e, com certeza nas mãos das grandes empresas é muito mais ágil, eu creio que o Incaper já cumpriu sua função, hoje se acabasse não faria nenhuma falta e outros órgãos mais envolvidos na agricultura. Abraços e obrigado pela excelente matéria de quem sabe e manja do assunto.

Deixar um Comentário