O baixo preço pago pela saca de café brasileiro, em relação ao café colombiano, é um exemplo da falta de política para a cafeicultura do país. É o que afirma Carlos Melles, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar do Café, que está trabalhando pela prorrogação das dívidas dos cafeicultores. Hoje, segundo estudos da Frente Parlamentar, uma saca de café colombiano é US$ 135 mais cara que uma saca de café brasileiro, já que o preço do produto nacional não evoluiu, a despeito do encarecimento dos insumos. De acordo com o deputado, o Ministério da Agricultura já admite a necessidade de fazer mais pelo setor.
Leilões de opção
De acordo com Melles, os leilões de opções para o café, realizados na semana passada, não resolveram o problema de todos os cafeicultores. Ele afirma que, como o próprio nome diz, os leilões são “opções”, por isso não podem resolver o problema todo. “Agora o ministro já admite que devemos ter outras soluções”. O Ministério da Agricultura, segundo Melles, também admite o pagamento das dívidas com café, com o preço da saca entre R$ 311 e R$ 314.
De acordo com o gráfico apresentado por Melles, o preço do café brasileiro no ano de 2005 é praticamente o mesmo do que é cobrado hoje. “Nunca o café colombiano ficou tão mais caro que o café brasileiro. A diferença do café colombiano para o brasileiro já está ao valor de uma saca de café, isto é, mais ou menos US$ 135”. Melles afirma que isso demonstra claramente que o governo não tem política para o setor. “Não há políticas que sustentem o preço”. O deputado afirma ainda que o mercado aceita um preço de garantia mais alto no café e colocar parâmetros de financiamento mais altos.
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