Em tempos de crise, falar em investimentos parece um contrassenso, mas não é. Especialmente nas crises, é preciso planejar cada detalhe da produção e fazer o possível para aumentar a produtividade.
Na pecuária brasileira é comum ocorrerem verdadeiros retrocessos, em vez de avanços. Um deles é a substituição de forrageiras mais exigentes em fertilidade de solos, portanto mais produtivas, por outras menos exigentes, na medida em que se observa a queda da fertilidade do solo.
A substituição não evita a degradação da pastagem e provoca uma queda na produtividade. “Em vez de substituir o capim por um menos exigente, é melhor adubar”, frisa o zootecnista João Darós.
Nos casos de áreas de pastagens já degradadas, o zootecnista Alecssandro Regal Dutra afirma que é preciso renovar. “É possível manter a forrageira existente ou introduzir uma nova. Mas, nesses casos, o pecuarista deve fazer a adubação completa, como se estivesse formando a pastagem.”
Os custos da renovação podem ser praticamente eliminados com a integração lavoura-pecuária. Entre as opções de cultura estão o milho, o arroz e o milheto.
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