Movimento SOS Cafeicultura: Marcha pelo Café mobiliza setor cafeeiro

por admin_ideale

 


O século XIX despontou como promissor para a colônia brasileira. A vinda da família real portuguesa trouxe desenvolvimento, depois a independência, e mais no final mais dois acontecimentos importantes: a abolição total da escravatura e a república. Nesse século, também, uma nova cultura, iniciada no século anterior, ganhou força nas fazendas brasileiras e tornou-se um novo ciclo econômico no país: o café.


A produção de café prosperou, principalmente, nos estados do sudeste e sul do país, com climas mais favoráveis para o cultivo dessa cultura. Mesmo com a mecanização hoje empregada nas lavouras de café, milhares de pessoas, desde o início das primeiras plantações, dependem da economia gerada pelo produto. De acordo com o presidente da comissão técnica de Café da Faemg, João Roberto Puliti, atualmente, o setor gera 2,2 milhões de postos de trabalho diretos e 8 milhões indiretos no país.


Nos últimos anos, porém, a situação do setor cafeeiro tem desabado. Para se ter uma idéia da calamidade em que se encontra a cafeicultura, nos últimos 14 anos o valor do fertilizante 20-05-20 (adubo radicular mais utilizado na produção) teve um aumento na ordem de 566%. E a saca de café, nesse mesmo período, teve acréscimo de apenas 23,2% (veja quadro comparativo abaixo). Soma-se ao alto custo de produção do café, a falta de renda da produção, o endividamento do setor e os problemas climáticos.


Com todas essas dificuldades, os cafeicultores estão cada vez mais em uma situação inquietante. E revoltados, já que o governo federal, principalmente com a crise dos últimos meses, vem liberando recursos financeiros para vários setores da economia, menos para a agricultura (veja box). O descaso com o setor, por parte do governo federal, foi a mola propulsora para os cafeicultores da região sul mineira se unirem e organizarem a Marcha pelo Café.


O Movimento SOS Cafeicultura, cujo ápice será a Marcha pelo Café na cidade de Varginha, sul de Minas Gerais, no dia 16 de março, é encabeçado pelo Conselho Nacional do Café (CNC), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Ocemg/Sescoop/MG e Siccob Sistema Crediminas. Para a passeata, além dos cafeicultores, estarão presentes autoridades e pessoas de outros setores da sociedade. Além da Marcha pelo Café, um abaixo-assinado está sendo arrecadado para ser apresentado ao governo federal, juntamente com as reivindicações do setor.

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