A pecuária leiteira do Espírito Santo começou 2009 com preços baixos. O valor do produto sofreu queda brusca nos últimos meses e agora é cotado, em média, a R$ 0,60 o litro na região sul capixaba. No norte, a situação é ainda pior, com preços na média de R$ 0,52 o litro. Mesmo com queda do preço pago ao produtor, a diferença não chegou ao bolso do consumidor.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha, o pecuarista investiu na atividade acreditando que a produção seria mais rentável em 2008, mas isso não concretizou. Como resultado, o preço pago ao pecuarista pelo litro de leite está abaixo dos custos de produção.
“Os governos precisam investir no abastecimento da população, incentivando o consumo de leite e mantendo a produção”, explica o presidente, reclamando da falta de apoio governamental.
Júlio Rocha, acredita que o cenário atual da pecuária de leite do Estado pode culminar em desistência dos produtores. “Muitos já estão deixando a atividade. Não só no Espírito Santo, mas também em outras regiões tradicionais como São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Se não há lucro, o produtor se depara com uma situação que, quando chega no momento de honrar os compromissos, se ele (o produtor) não tem lucratividade com a produção, vai partir para o abate de matrizes aptas a produzirem e isso é perigoso. Poderemos ver a curto ou, no máximo, a médio prazo, uma inversão, em que a oferta pode se tornar menor do que a procura”, finalizou Rocha.
Redação Campo Vivo

