Aproximadamente 1,5 mil quilos de carne provenientes de ação do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca (Seag), serão doadas a instituições filantrópicas do Sul do Estado.
O médico veterinário do Idaf, José Dias Porto Júnior, explica que a carne é de 50 suínos recolhidos na última quarta-feira (04) por não estarem acompanhados da nota fiscal e da Guia de Trânsito Animal (GTA) – documento obrigatório que autoriza o trânsito intra e interestadual de animais destinados a cria, engorda, reprodução, abate e participação em eventos.
“Dos 50 animais apreendidos, 20 estavam em um caminhão interceptado na rodovia estadual Norival Couzi, em Guaçuí. Os outros 30 suínos foram recolhidos em uma propriedade rural do município, pois já haviam sido entregues pelo condutor”, esclarece o veterinário.
Os animais foram encaminhados pelos técnicos do Idaf ao Abatedouro de Atílio Vivacqua, no qual foi realizado o abate sanitário. A carne foi inspecionada pelos funcionários do Instituto, que constataram que não havia impedimentos para o consumo.
A operação ocorreu após denúncia e contou com o apoio das Polícias Ambiental e Militar. A carne será doada a entidades de diversos municípios do Sul do Estado selecionadas pelo Ministério Público de Cachoeiro de Itapemirim.
Carne clandestina
O diretor-presidente do Idaf, Antônio Francisco Possatti, ressalta que as ações fiscalizadoras do Instituto têm o objetivo de coibir a clandestinidade de carnes e subprodutos, uma vez que os alimentos de origem desconhecida são ilegais e podem provocar uma série de malefícios à saúde do consumidor.
“Temos agido com rigor para evitarmos o transporte de animais sem a documentação obrigatória. Com isso, buscamos preservar a qualidade do rebanho e também manter a saúde da população” afirma.
Segundo Possatti, a colaboração da sociedade é fundamental para coibir alimentos de origem clandestina. “O consumidor deve adquirir apenas carne inspecionada e dentro dos padrões higiênicos exigidos. Para isto, ele deve verificar se a embalagem possui o carimbo de inspeção municipal, estadual ou federal. Se o produto não estiver embalado deve-se averiguar com o comerciante a origem, solicitando o Certificado de Inspeção Sanitária e a nota fiscal.”

