Aumento de preço dos alimentos atinge a carne

por admin_ideale

 


O churrasco ficou mais caro na mesa dos capixabas. Uma pesquisa da Empresa Júnior da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), coordenada pelo economista Paulo Cezar Ribeiro, aponta que a carne bovina de primeira ficou até 18,7% mais cara nos últimos 12 meses nos supermercados da Grande Vitória. A tendência é o preço subir ainda mais, já que o inverno prejudica as pastagens e diminui a oferta do produto.

O valor médio do quilo da alcatra, por exemplo, era R$ 10,98 em julho de 2007. No mesmo período deste ano, o preço subiu para R$ 13,10. O problema, segundo o economista, é que o aumento do preço do alimento não é acompanhado pelo reajuste salarial que tem a maioria dos trabalhadores. Em um ano o salário médio sobe de 5% a 6%, em contrapartida o preço da carne sofreu um acúmulo de 18,7%.

Os apaixonados por carne sofrem e fazem até dívidas para não deixar de lado o churrasco de final de semana, como o auxiliar de obras, Orlando de Oliveira, 30 anos. “Não tem como diminuir, tem que comprar, o jeito é fazer dívida”, disse. Para outros consumidores, a solução é substituir a carne por outras opções de alimentos para não pesar tanto no bolso.

Uma boa opção é o peito de frango, que entre os alimentos foi o único a ter uma queda significativa no último ano na cesta básica da classe média, cerca de 17%. A dona de casa Adriana Ramos Beltrane,de 39 anos, além de substituir a carne por outros alimentos, também está diminuindo a quantidade de itens que leva do supermercado para casa. “A carne de segunda também teve um grande aumento e eu tenho substituído por peito de frango, às vezes faço omelete, peixe, antes eu comia mais, agora como menos, e vou diversificando com verduras, legumes, para poder se adaptar a nova realidade”.


 


A cesta básica da classe média, medida mensalmente na Região Metropolitana pela Faculdade Batista de Vitória (Fabavi), chegou a R$ 846,00 na primeira quinzena de julho. O valor é recorde se comparado aos levantamentos realizados desde fevereiro de 2007. No acumulado do ano o reajuste foi de 16,5% . A cesta básica do Dieese medida em Vitória, que hoje custa R$ 220,46, também confirma a alta dos preços. Nos últimos seis meses a reunião de produtos sofreu um aumento de 16,3%.

O feijão preto, alimento básico da culinária brasileira também está impressionando os especialistas, que garantiram que o preço cairia neste mês de julho. Um quilo de feijão preto do tipo 1 que custava R$ 1,79 no ano passado, neste mês de julho chegou a marca de R$ 4,58. ?O feijão preto está dando um acumulado em 156% , uma coisa jamais vista no Brasil nos últimos 20 anos?, avaliou Paulo Cezar Ribeiro.

Para o autônomo Célio Luís Feliciano,47a nos, o preço do feijão está o olho da cara. O jeito é diminuir a quantidade. “A gente está acostumado a levar dois quilos para casa, leva um quilo e faz a conta, não sobra. E o que sobrar, tentar guardar em vasilhas preparadas para poder aproveitá-lo”, disse.

O economista aconselha o consumidor a ficar de olho nas promoções e aproveitar até para estocar alguns alimentos. “Se o consumidor tiver local para guardar ele poderia comprar uns cinco pacotes que daria para agüentar por mais uns quatro ou cinco meses, mas estocar o produto com o preço em alta, é um absurdo porque ele corre o risco de comprá-lo com um preço caro e perder algumas ofertas que podem surgir nos supermercados, têm que ficar atrás dos encartes, porque às vezes aparecem boas ofertas”, orientou.


 


Redação Gazeta Rádios e Internet

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